Julio Casares foi expulso do quadro associativo do São Paulo nesta quinta-feira (10). O Conselho Deliberativo aprovou a medida por 223 votos a cinco, encerrando o processo disciplinar aberto contra o ex-presidente nos últimos meses.
A Comissão de Ética havia recomendado por unanimidade a expulsão e enquadrou Casares no artigo 34 do Estatuto Social, que trata de gestão temerária ou irregular. A análise considerou o período em que ele esteve à frente do clube, entre janeiro de 2021 e janeiro de 2026.
O relatório apontou aproximadamente R$ 7 milhões em saques das contas do São Paulo sem comprovação adequada, segundo a comissão, sobre a origem, a finalidade e o destino dos valores. O documento também recomendou que Casares indenize o clube por eventuais danos. O valor ainda será apurado.
Gastos no cartão corporativo
Durante a gestão, Casares utilizou cerca de R$ 1 milhão no cartão corporativo do São Paulo. As despesas incluíram restaurantes, charutaria, lojas de luxo, salões de beleza, despesas médicas, medicamentos e pet shops.
Em novembro do ano passado, o ex-presidente devolveu R$ 560.401,74 ao clube. Naquele período, ele já era investigado pela Polícia Civil por possíveis irregularidades na gestão.
Casares havia pedido o encerramento do processo na Comissão de Ética e também sua saída do quadro associativo. O Estatuto Social, porém, impede que um associado deixe o clube enquanto responde a um procedimento administrativo disciplinar. A votação havia começado nesta quarta-feira, às 17h (de Brasília).
Saída da presidência
Casares deixou a presidência em janeiro deste ano, depois que o Conselho Deliberativo aprovou sua destituição por 188 votos de 223. A decisão teve como base uma denúncia sobre comercialização irregular de camarotes do Morumbis.
Harry Massis Júnior, que era vice-presidente, assumiu o comando do São Paulo. Com a expulsão aprovada, o processo disciplinar contra Casares foi encerrado.



