A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e os clubes das Séries A e B aprovaram a redução gradual do limite de jogadores estrangeiros relacionados por equipe em uma partida. A regra começa a mudar em 2027 e será concluída em 2030, quando cada time poderá escalar no máximo cinco atletas de outras nacionalidades.
Atualmente, cada clube pode relacionar até nove estrangeiros por jogo. O número cairá para oito em 2027, sete em 2028 e seis em 2029. A partir de 2030, o limite será de cinco jogadores por partida.
A decisão foi analisada pelo jornalista Héctor Pérez, que destacou o crescimento da presença estrangeira no Campeonato Brasileiro. Em agosto de 2026, a competição chegou a 161 jogadores de outras nacionalidades, marca apresentada como recorde.
Botafogo, Flamengo, Athletico-PR e Internacional aparecem entre os clubes da primeira divisão citados pela quantidade de estrangeiros em seus elencos. Argentinos, uruguaios e colombianos estão entre os grupos mais numerosos no campeonato. No Flamengo, um dos nomes mencionados é o espanhol Saúl, contratado pelo clube carioca.
Movimento de entrada e saída
A análise também apontou um contraste no mercado brasileiro. Enquanto as equipes passaram a procurar mais jogadores estrangeiros, jovens formados no país deixam o futebol brasileiro cada vez mais cedo em busca de uma carreira no exterior.
A Europa aparece entre os principais destinos desses atletas. Com isso, jogadores de outros países chegam ao Brasil para atuar nos clubes mais importantes, enquanto promessas brasileiras são negociadas com equipes estrangeiras ainda nas primeiras etapas da carreira profissional.
A redução progressiva foi estabelecida para permitir que os clubes se adaptem ao novo limite ao longo das próximas temporadas. Para Héctor Pérez, a mudança altera a composição dos elencos e a relação entre atletas brasileiros e estrangeiros. A decisão foi definida como uma “revolução” no futebol nacional.



