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Casal apontado por queda de prédio na Penha segue foragido há dez dias

Cristiano Vivaqua e Isis Brandão são investigados por seis mortes e por suspeitas de golpes contra compradores de imóveis.

Casal apontado por queda de prédio na Penha segue foragido há dez dias
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Cristiano Salgado Vivaqua e Isis de Freitas Rodrigues Brandão seguem foragidos há dez dias, segundo a Polícia Civil. Eles são apontados como responsáveis pelo prédio que desabou na Penha, na Zona Leste de São Paulo, na madrugada do dia 12. Seis pessoas morreram.

Vivaqua era o responsável técnico pela execução da obra. Isis é representante legal da Construtora New Home, responsável pela venda dos imóveis e pela condução da construção. O advogado do casal havia afirmado que os dois se entregariam, mas isso ainda não ocorreu.

Os dois são investigados pelo desabamento e por possíveis golpes contra clientes das construtoras New Home e Hastiforme. Os compradores afirmam que pagaram por imóveis que não foram entregues e que também não conseguiram recuperar o dinheiro.

Mortes e investigação

Oito pessoas estavam na residência atingida quando o prédio caiu. Entre as vítimas está Ana Lucia Ruiz Romero, de 38 anos, cujo corpo foi levado para o Paraguai. Uma menina de 7 anos foi enterrada na capital. O corpo da mãe dela e os de outras três vítimas foram levados para a Bolívia.

Ronaldo dos Santos Vivaqua, apontado como sócio oculto da New Home Incorporadora, está preso. Ele é pai de Cristiano. Isis, que também é arquiteta idealizadora do projeto, e Cristiano foram indiciados pela Polícia Civil por homicídio com dolo eventual.

A servidora municipal Viviane Rodrigues de Palma também deve ser indiciada. Em 2024, ela autorizou a continuidade das obras no edifício que desabou e foi afastada do cargo por 120 dias pela Prefeitura de São Paulo.

A apuração ainda busca esclarecer se os responsáveis tinham conhecimento de problemas estruturais. Testemunhas relataram a existência de rachaduras em imóveis vizinhos antes da queda. As causas do acidente dependem de laudos periciais.

A prefeitura informou que o prédio tinha histórico de fiscalizações, multas e ação judicial para demolição de uma obra considerada irregular. Uma das multas chegou a R$ 119 mil. A administração também afirma que o alvará concedido em 2023 exigia a demolição de uma estrutura com cerca de seis pavimentos.

Em depoimento à Controladoria Geral do Município, Viviane disse que a vistoria de 2024 foi feita apenas do lado de fora porque ela não conseguiu entrar no imóvel. No relatório assinado após a inspeção, porém, registrou que a demolição exigida havia sido realizada “em sua integralidade”.

Compradores relatam prejuízos

Um grupo de cerca de 20 clientes calcula mais de R$ 4 milhões em prejuízos. Eles afirmam que adquiriram casas e apartamentos em oito endereços da Zona Leste e que algumas obras começaram sem o alvará de construção aprovado.

O comerciante Alexandre Viveiros processa a New Home. Ele afirma que a empresa ficou com mais de R$ 380 mil de suas economias depois que comprou, em 2023, um sobrado anunciado por R$ 650 mil. A entrega estava prevista para o fim de 2024, mas a obra foi embargada por apresentar riscos a uma escola infantil vizinha.

Viveiros diz que vendeu o apartamento onde morava com a família para pagar a entrada e que atualmente mora de aluguel. Ele registrou boletim de ocorrência por estelionato e tenta recuperar o dinheiro na Justiça.

O médico Erick Cosme afirma ter pago cerca de R$ 200 mil por um imóvel que custava R$ 650 mil, no início de 2024. A promessa de entrega era para o fim daquele ano. Segundo ele, a empresa New Home estava inativa, mas os envolvidos continuavam atuando com outros nomes, entre eles Pedra Viva e Hastiforme.

A arquiteta Caroline Brito e o marido pagaram R$ 240 mil por um sobrado comprado em 2022, que nunca foi entregue. Ela afirma que casas já vendidas foram apresentadas a outros interessados e registrou queixa de estelionato no 10° Distrito Policial da Penha.

Entre os empreendimentos citados pelos compradores estão imóveis na Rua Jaborandi, 68; Avenida Padres Olivetanos, 455; Rua Colatina, 577; Rua Guaiaúna, 369; Rua Padre João, 685; Rua General Dias, 274; Rua Amaro Bezerra Cavalcanti, 435; e Rua Ubajara, 120.

Obras suspensas

A Prefeitura de São Paulo determinou a paralisação de 29 empreendimentos ligados à New Home e à Hastiforme. Do total, 21 estão vinculados à New Home e oito à Hastiforme. Apenas oito tinham alvará deferido; os demais estavam indeferidos, em tramitação ou pendentes de regularização.

A Controladoria Geral do Município determinou a suspensão para resguardar o interesse público enquanto são investigadas as causas do desabamento e as responsabilidades. A medida prevê vistorias extraordinárias nos canteiros ativos e possíveis interdições administrativas.

Na Rua Tequici, parte dos escombros foi retirada. Restou parte de um caminhão que estava parado diante da residência atingida; da casa, segundo a prefeitura, não sobrou nada.

A New Home informou que permanece à disposição das autoridades e presta apoio às famílias. A defesa de Cristiano e Isis afirmou que eles pretendem se apresentar voluntariamente, negou que estejam foragidos e disse que o casal se afastou por segurança após receber ameaças. Os advogados afirmaram que os dois devem prestar esclarecimentos ainda neste mês.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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