A medida provisória que encerrou as bets deve retirar cerca de R$ 3 bilhões dos clubes brasileiros na próxima temporada. Flamengo e Corinthians aparecem entre os mais afetados, mas outros times também terão perdas relevantes com o fim dos contratos de patrocínio.
O Flamengo calcula que deixará de arrecadar até R$ 430 milhões em 2027. O impacto inclui o futebol masculino, o feminino e outras modalidades esportivas. O presidente BAP afirmou que o clube ainda não tem uma alternativa para compensar a perda. “Essa é uma medida muito drástica”, disse. Em outra declaração, ele afirmou que a situação pode impedir o Flamengo de honrar os compromissos de 2027.
Corinthians e outros clubes
O Corinthians deve perder pelo menos R$ 260 milhões no próximo ano. O valor corresponde a pelo menos um quarto da arrecadação total do clube. Atualmente, a equipe deve dois meses de direitos de imagem, premiações e parte das férias de julho aos atletas. Também deixou de pagar três parcelas de uma dívida com a União, situação que pode levar ao fim de um desconto de R$ 521 milhões.
Catorze dos 20 times da Série A têm uma bet como patrocinadora máster. Inter, Bahia e Athletico perderam seus acordos nos últimos meses e não conseguiram repor os contratos.
O Fluminense estima uma perda de R$ 100 milhões. São Paulo e Palmeiras devem deixar de receber mais de R$ 150 milhões cada. No caso do São Paulo, o contrato com a Superbet previa aumento em 2027: o valor fixo do patrocínio máster subiria de R$ 83 milhões para cerca de R$ 125 milhões.
O acordo também era a segunda principal garantia usada pelo fundo de investimento em direitos creditórios do São Paulo para antecipar receitas e pagar dívidas. Sem outro parceiro com importância semelhante, o clube avalia que o fundo ficará em risco.
Torneios e transmissões
Os principais torneios do Brasil e da América do Sul também têm patrocínio de bets. Com a perda desses recursos, devem cair os prêmios por título, presença em final e classificação final.
As emissoras de televisão terão menos capacidade para investir na compra dos direitos das competições. A CazeTV estima uma perda de cerca de R$ 550 milhões.



