O Corinthians chega ao último trimestre da temporada disputando apenas o Campeonato Brasileiro. A situação não ocorria desde 2021, mas o contexto é diferente: naquela ocasião, o clube buscava uma vaga na Libertadores; agora, tenta permanecer na elite do futebol nacional.
A equipe comandada por Fernando Diniz foi eliminada nas quartas de final da Copa do Brasil, pelo Internacional, e da Libertadores, diante do Estudiantes-ARG. Nas quatro temporadas anteriores, o Corinthians havia alcançado pelo menos uma semifinal de copa antes da reta final do calendário. Nesse período, também conquistou um título e terminou outro mata-mata nacional como vice-campeão.
No Brasileiro, o momento é de seis derrotas consecutivas, sequência que igualou o pior resultado do clube em duas décadas na era dos pontos corridos. A dez rodadas do fim, o Corinthians ocupa a 14ª posição, com 32 pontos, somente três acima da zona de rebaixamento.
Diferenças em relação a 2021
Cinco anos atrás, o clube também ficou concentrado apenas no Brasileiro depois de ser eliminado pelo Atlético-GO, na terceira fase da Copa do Brasil, e cair na fase de grupos da Sul-Americana. A campanha nacional, porém, terminou com o Corinthians em quinto lugar e classificado diretamente para a Libertadores, sob o comando de Sylvinho.
Aquele calendário ainda foi afetado pela pandemia de Covid-19. A edição de 2020 terminou no primeiro semestre de 2021, concentrando partidas e deixando o primeiro semestre mais carregado.
Em 2022, o time dirigido por Vítor Pereira chegou às quartas de final da Libertadores e perdeu a final da Copa do Brasil para o Flamengo, nos pênaltis, em 19 de outubro, no Maracanã. No Brasileiro, terminou em quarto, sua melhor posição na década até então. Ao deixar o clube, o treinador português alegou questões familiares. Depois, foi anunciado pelo Flamengo. Duilio Monteiro Alves, presidente corintiano na época, afirmou: “Ele mentiu, fui enganado”.
Na temporada seguinte, o Corinthians teve cinco treinadores e terminou o Brasileiro em 13º, com 50 pontos. Mesmo após fracassar na fase de grupos da Libertadores, alcançou as semifinais da Copa do Brasil e da Sul-Americana, mas caiu para São Paulo e Fortaleza.
Reta final de sobrevivência
O contraste também aparece nas duas temporadas mais recentes. Em 2024, o Corinthians venceu nove partidas seguidas no Brasileiro, saiu da luta contra o rebaixamento e terminou em sétimo, com vaga na fase preliminar da Libertadores. Também foi semifinalista da Copa do Brasil e da Sul-Americana.
No ano passado, conquistou o Campeonato Paulista contra o Palmeiras e a Copa do Brasil diante do Vasco, encerrando um jejum de oito anos sem título. A temporada atual começou com a Supercopa do Brasil, vencida contra o Flamengo, mas Dorival deixou o cargo no início de abril após nove jogos consecutivos sem vitória. Diniz assumiu e, depois de um começo promissor, viu o time cair nas duas copas.
A crise financeira inclui um transfer ban da Fifa, que impede contratações. Lesões de Memphis Depay e Yuri Alberto, além do impasse na renovação do holandês, também afetaram o elenco.
Na próxima semana, o Corinthians enfrenta Internacional, no Beira-Rio, e Palmeiras, no Nubank Parque. Depois, terá quatro jogos como mandante — Vitória, Mirassol, Botafogo e Grêmio — e quatro fora — Vasco, São Paulo, Grêmio e Remo.
Para chegar aos 45 pontos, marca considerada suficiente para evitar o descenso, o time precisará conquistar 13 pontos em 30, aproveitamento de 43,3%. Após 28 rodadas, o índice era de 38%.



