SÃO PAULO — Eduardo Baptista foi escolhido pelo Internacional para comandar a equipe na reta final do Brasileiro, em meio à pressão contra o rebaixamento. O clube está na antepenúltima posição e tem dez partidas até o fim da competição.
A contratação ocorreu depois de quatro recusas. A direção tentou Luiz Zubeldía, Jair Ventura, Diego Aguirre e Mauricio Barbieri, mas nenhum deles aceitou assumir o time. Jair Ventura comanda o Vitória, enquanto Eduardo Baptista estava no Criciúma.
Chegada após sequência ruim
Baptista deixa o Criciúma em um momento de resultados negativos. A equipe, que chegou a liderar a Segunda Divisão, perdeu seis dos últimos dez jogos e caiu para a sexta colocação. Na partida mais recente, perdeu em casa por 2 a 0 para o Operário, de Ponta Grossa.
A situação tornou-se ainda mais delicada porque a imprensa gaúcha já dava a contratação como certa, enquanto o técnico negava o acordo após o jogo. Em vez de ser demitido pelo Criciúma, ele recebeu a oportunidade de assumir o Internacional.
O novo treinador ganhou projeção no Sport, em 2014, e também passou por Fluminense, Ponte Preta, Palmeiras, Athletico, Coritiba, Vila Nova, CSA, Mirassol, Remo, Juventude, Atlético Goianiense, Novorizontino e Criciúma. No Palmeiras, foi demitido depois de um episódio de discussão com jornalistas relacionado à escalação de Roger Guedes.
Pressão no clube
A escolha provocou rejeição entre torcedores, integrantes da oposição e parte da situação. Protestos contra a contratação estão previstos. A expectativa de setores do clube era por um técnico com perfil capaz de mobilizar a equipe na luta contra a queda.
Baptista também terá de lidar com a lembrança de uma declaração de seu pai, Nelsinho Baptista. Em 1996, quando deixou o Internacional para comandar o Corinthians, ele afirmou: “Estou indo para time grande.”
O presidente Alessandro Barcellos é apontado no texto como responsável pela escolha. O Internacional deve perto de R$ 1 bilhão e recebeu R$ 20 milhões de Delcir Sonda para pagar salários, embora já devesse R$ 60 milhões ao empresário. Sonda alertou: “Se cair de novo vai ser difícil se levantar...”
A equipe tenta evitar o retorno à Série B dez anos depois da queda anterior. A permanência de Eduardo Baptista no cargo, porém, já é tratada como incerta para 2027, independentemente do desempenho na reta final.



