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Magrão relembra infância em Heliópolis e a trajetória por Palmeiras, Corinthians e Inter

Ex-volante conta como a pobreza e a violência influenciaram sua carreira e fala sobre depressão após deixar os campos.

Magrão relembra infância em Heliópolis e a trajetória por Palmeiras, Corinthians e Inter

Márcio, conhecido no futebol como Magrão, cresceu em Heliópolis, em um período marcado pela violência e pela pobreza. Na década de 80, assassinatos, sequestros, chacinas e tráfico de drogas faziam parte da rotina da comunidade, segundo o relato do ex-jogador.

Magrão conta que presenciou o assassinato de um conhecido de seu pai e que, durante tiroteios, corria para a casa de uma tia. A situação financeira da família também era difícil. O pai precisava escolher entre comprar comida para o almoço ou para o jantar, porque o dinheiro não era suficiente para as duas refeições.

Da várzea de Heliópolis aos grandes clubes

A experiência moldou o estilo de Magrão como volante. Ele começou como um jogador de muita disposição para as disputas, mas desenvolveu a técnica com base no futsal. Depois de se destacar no São Caetano, chamou a atenção do Palmeiras.

Embora tenha nascido corintiano, Magrão afirma que se entregou ao Palmeiras, especialmente na campanha que ajudou o clube a retornar à Série A. Mais tarde, foi negociado com o Yokohama Marinos contra a própria vontade e pediu para voltar, mas recebeu uma resposta negativa.

O Corinthians então o contratou. Na apresentação, Magrão tirou a camisa para mostrar que não tinha tatuagens da Mancha Verde, após rumores sobre uma suposta ligação com a torcida palmeirense. Ele também recorda a emoção de ouvir a Gaviões da Fiel cantar seu nome e diz que ajudou o clube a evitar o rebaixamento.

No Internacional, encontrou outra identificação. O ex-volante afirma que se tornou colorado de corpo e alma, embora reconheça que deve sua formação no futebol ao Palmeiras e mantenha o Corinthians como clube de coração.

Depois da carreira

Ao encerrar a carreira, Magrão passou por um período de depressão. Ele atribui à esposa um papel importante em sua recuperação. Depois, tornou-se empresário e trabalhou como dirigente do Internacional.

Hoje, diz ter encontrado satisfação ao comentar futebol. Magrão afirma que Neto lhe ofereceu uma oportunidade em um momento difícil e o ajudou a iniciar essa nova fase.

A trajetória também mudou a realidade de sua família. Um dos desejos de infância era comer Danoninho, quando faltava comida em casa. Agora, ele diz que não falta alimento na geladeira, mas faz questão de lembrar aos filhos a origem da família e a ligação com Heliópolis.

“Não desista! Eu não desisti!”, afirma Magrão ao resumir a lição que pretende deixar. Para ele, o trabalho e a persistência foram decisivos para sair da vida difícil que conheceu na infância.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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