SÃO PAULO — Paulo Sirqueira Korek Farias, conhecido como Paulo Camarão e presidente do Esporte Clube Água Santa, é alvo de um mandado de prisão temporária em uma operação do Ministério Público e da Polícia Civil de São Paulo. A ação investiga a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte coletivo da capital.
O mandado foi expedido nesta quinta-feira (17), mas Paulo Camarão ainda não havia sido preso. Ele é empresário do setor de transportes e gestor das empresas Translíder e A2 Transportes. Para a investigação, ele seria um suposto “testa de ferro” da organização criminosa. A defesa não havia sido localizada.
O nome de Paulo Sirqueira Korek Farias aparece no cadastro da Federação Paulista de Futebol (FPF) como presidente do Água Santa. O clube é de Diadema, na Grande São Paulo, foi fundado em 1981 e se profissionalizou em 2011.
Trajetória do Água Santa
Sob a gestão de Paulo Camarão, o clube alcançou em 2023 a final do Campeonato Paulista da Primeira Divisão, a elite estadual, e terminou como vice-campeão. Na decisão, venceu o Palmeiras por 2 a 1 no primeiro jogo, mas perdeu por 4 a 0 na partida de volta. O time palmeirense ficou com o título.
Antes da final, o Água Santa eliminou São Paulo e Red Bull Bragantino. O clube chegou pela primeira vez à elite do Campeonato Paulista em 2015 e atualmente disputa a Série A2, a Segunda Divisão estadual, após ser rebaixado em 2025.
Investigação no transporte
Segundo o Ministério Público, a operação identificou pelo menos 12 empresas de transporte de passageiros que seriam controladas direta ou indiretamente pelo PCC. A ação também tem entre os alvos o ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite, cuja prisão temporária foi autorizada pela Justiça.
Ao todo, são cumpridos 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão. A investigação apura suspeitas sobre a atuação do crime organizado no sistema de transporte e a possível participação de pessoas ligadas aos setores empresarial e político.



