Corinthians e São Paulo afirmaram, por meio de seus diretores, que Fernando Diniz e Dorival Júnior seguirão no cargo até o fim da temporada. As eliminações recentes, porém, deixaram os dois treinadores sob pressão e dependentes de bons resultados para evitar uma dispensa.
Diniz chega ao próximo compromisso após cinco derrotas seguidas no Brasileirão e a queda do Corinthians diante do Estudiantes, nas quartas de final da Libertadores, na quarta-feira. O time caiu para o 14º lugar do campeonato nacional e tem apenas quatro pontos de vantagem sobre a zona de rebaixamento.
Uma derrota para o Fluminense, no domingo, na Neo Química Arena, pode levar à demissão do técnico. Conselheiros e aliados do presidente Osmar Stabile demonstram irritação com o desempenho da equipe e com a insistência pública de Diniz pela renovação do contrato de Memphis. Mesmo se vencer, ele precisará pontuar contra Inter e Palmeiras, fora de casa, para reduzir a pressão.
Dorival Júnior enfrenta uma situação semelhante no São Paulo. Em 16 jogos, o treinador soma 37% de aproveitamento, abaixo dos 52% obtidos por Roger Machado, que deixou o clube após pressão da torcida.
O São Paulo ocupa o 12º lugar no Brasileirão. A equipe também perdeu sua última chance de título na temporada após uma atuação considerada fraca contra o Boca Juniors, na terça-feira, no Morumbi.
Os contratos de Diniz e Dorival terminam em dezembro. Os presidentes dos dois clubes precisam de resultados na reta final para manter os planos de reeleição: Osmar Stabile, no Corinthians, e Harry Massis, no São Paulo.



