O processo contra o Manchester City reúne 130 acusações divididas em seis categorias de possíveis violações das regras financeiras da Premier League. O clube nega as acusações e aguarda a decisão da comissão responsável pelo caso, além de eventuais recursos que poderá apresentar.
Entre as acusações, 50 tratam da suposta omissão de informações financeiras precisas sobre receitas de patrocínio, partes relacionadas e custos operacionais. Os fatos analisados nesse grupo correspondem às temporadas 2009/10 e 2017/18.
O Manchester City também responde por oito acusações relacionadas à suposta falta de informações completas sobre a remuneração da comissão técnica, entre 2009/10 e 2012/13. Em relação aos jogadores, são 12 acusações sobre detalhes incompletos de pagamentos realizados entre 2010/11 e 2015/16.
Outras categorias do processo
A lista inclui ainda cinco acusações de descumprimento das regras de licenciamento e de fair play financeiro da Uefa, relacionadas ao período entre 2013/14 e 2017/18. Há também 25 acusações sobre uma suposta violação das normas de rentabilidade e sustentabilidade da Premier League entre 2015/16 e 2017/18.
As 30 acusações restantes envolvem uma suposta falta de cooperação com a investigação da Premier League. Esse grupo corresponde ao período entre 2018/19 e 2022/23.
Inicialmente, foram apresentadas 115 acusações. Ao longo do processo, esse número chegou a 130; 114 foram consideradas comprovadas e uma não foi confirmada. A punição definitiva ainda não foi estabelecida.
As sanções possíveis incluem multa, perda de pontos e exclusão da Premier League. Também podem ser avaliadas consequências esportivas ligadas às temporadas envolvidas. Especialistas consideram mais provável uma perda de pontos na atual temporada acompanhada de multas milionárias. Para eles, a retirada de títulos é uma hipótese remota, pois poderia provocar processos judiciais de clubes que se considerassem prejudicados.



