O Santos afirma que a redução dos gastos com salários abriu espaço para a chegada de novos jogadores nesta janela. O clube contratou Everton Cebolinha, Arthur, Lima e Rodinei, além de avaliar o anúncio de Phillipe Coutinho, que está sem vínculo desde fevereiro, quando deixou o Vasco.
A diretoria calcula que as saídas de atletas diminuíram a folha em aproximadamente R$ 7 milhões mensais. Entre os jogadores que não permaneceram estão Tiquinho Soares, Bilal Brahimi, Mayke, Zé Rafael, Adonis Frias e Lautaro. O presidente Marcelo Teixeira e o executivo de futebol Alexandre Mattos usaram essa redução para explicar os salários de Arthur, Cebolinha e Rodinei. Lima, segundo o clube, tem vencimentos mais baixos.
A explicação foi apresentada em meio a dificuldades financeiras recentes. Em agosto, o Santos acumulou três meses de direitos de imagem atrasados. Além disso, o clube só voltou a poder contratar depois que a NR Sports, empresa de Neymar e do pai dele, pagou mais de R$ 12 milhões de uma dívida com o Monaco na Fifa.
O Santos nega que os reforços tenham relação com esse pagamento. A oposição, porém, suspeita que Marcelo Teixeira esteja comprometendo recursos que o clube não tem. O questionamento considera que, antes das saídas, o time já não conseguia manter as contas em dia.
Para os opositores, o possível gasto sem lastro estaria ligado à eleição para presidente no fim do ano. A avaliação é que Teixeira pode ter dificuldade para se reeleger se o Santos ficar distante do rebaixamento no Brasileirão e não disputar o título da Sul-Americana.



