Curitiba, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Curitiba 13°C 11° / 14° Mega-Sena 3064: 4 · 10 · 20 · 25 · 27 · 48
O que acontece aqui, primeiro
Paraná

Augusto Cury propõe lista tríplice para comandar a Polícia Federal

Candidato do Avante afirma que escolha por delegados e presidente daria mais autonomia à corporação em relação ao governo.

Augusto Cury defende lista tríplice para escolha do diretor-geral da Polícia Federal
Foto: Alexandre Brum/Enquadrar/Estadão Conteúdo

O escritor Augusto Cury, candidato à Presidência da República pelo Avante, propôs nesta quarta-feira (9) que o diretor-geral da Polícia Federal seja escolhido a partir de uma lista tríplice formada por delegados federais. A declaração ocorreu durante a crise que envolve o afastamento e a recondução de Andrei Rodrigues ao comando da corporação.

Cury afirmou que os próprios delegados deveriam selecionar os nomes da lista, cabendo ao presidente da República escolher um deles. Para o candidato, o modelo reduziria a possibilidade de interferência política e reforçaria a autonomia da PF.

"Para não haver interferência na Polícia Federal, deveria haver uma lista tríplice de delegados federais escolhidos pelos próprios delegados federais, e o presidente escolhe um delegado a partir desta lista tríplice", disse em entrevista coletiva.

Atualmente, o presidente escolhe diretamente o diretor-geral da Polícia Federal. A legislação, conforme descrito na proposta apresentada por Cury, não exige lista tríplice nem aprovação do Congresso. O nomeado precisa ser delegado de classe especial, o nível mais alto da carreira, e a nomeação é feita por decreto presidencial.

Crise envolvendo a PF e o STF

Andrei Rodrigues foi indicado por Luiz Inácio Lula da Silva no início do terceiro mandato e assumiu o cargo em janeiro de 2023. Antes, ele havia atuado na segurança de Lula durante a campanha eleitoral de 2022 e ocupado funções de direção na própria Polícia Federal.

O episódio ocorre em meio a uma crise institucional no STF, após a divulgação de mensagens entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. O ministro André Mendonça havia afastado o diretor-geral por causa de supostas irregularidades na elaboração de um relatório de inteligência usado por Moraes para solicitar uma investigação contra Mendonça.

A decisão foi revertida nesta quarta-feira pelo ministro Flávio Dino. Ele afirmou que uma mudança imediata no comando da PF, incluindo a área de inteligência então dirigida por Leandro Almada, poderia afetar investigações sensíveis e causar instabilidade administrativa.

Cury não comentou diretamente a decisão de Dino, mas disse estar "muito triste" com os episódios envolvendo o STF. Também defendeu que autoridades públicas prestem mais contas e avaliou que a crise tem desgastado a imagem da Corte perante a sociedade.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.