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Paraná

Ausência de Moro gera críticas e debate opõe candidatos sobre educação e Copel

Requião Filho e Sandro Alex criticaram a decisão do senador de não participar do debate para o governo do Paraná.

Ausente, Moro é chamado de "fujão"; educação é foco em debate no PR
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

A ausência do senador Sergio Moro (PL) no primeiro debate entre candidatos ao governo do Paraná provocou críticas de Requião Filho (PDT) e Sandro Alex (PSD). O encontro teve embates sobre educação, privatização da Copel, segurança pública, carga tributária e obras no litoral paranaense.

Durante a discussão sobre investimentos no litoral, Requião Filho chamou Moro de “fujão” e afirmou que o senador e Sandro Alex não conheciam o Estado. O candidato do PDT citou Guaraqueçaba e Doutor Ulysses ao questionar o conhecimento dos adversários sobre as cidades paranaenses.

Sandro Alex também atacou a ausência de Moro. Na abertura do debate, chamou o senador de “covarde” e disse que a presença de todos seria uma demonstração de respeito aos eleitores e aos paranaenses.

Justificativa de Moro

Moro desistiu de participar do debate das eleições de 2026, organizado e transmitido pela TV Bandeirantes em parceria com a TV Cultura, Gazeta e Jovem Pan. A decisão foi comunicada por ele nas redes sociais neste domingo.

O senador afirmou que os debates eleitorais se transformaram em uma “rinha de galo”, com brigas e ataques, sem apresentação de propostas ou discussão de temas relevantes. Também disse que os demais candidatos, por estarem “desesperados”, agiriam de forma combinada para atacá-lo porque ele lidera as pesquisas.

Na última pesquisa Quaest para o governo do Paraná, Moro aparece com 39% das intenções de voto. Requião Filho tem 18%, enquanto Sandro Alex está em quarto lugar, com 7%. Rafael Greca (MDB) aparece com 12% e também não participou do debate.

Educação e Copel

Sem Moro, Requião Filho e Sandro Alex concentraram os confrontos. Um dos primeiros temas foi a manutenção das escolas cívico-militares no Paraná. Sandro defendeu o modelo e citou o desempenho da educação estadual no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, afirmando que essas unidades tiveram algumas das maiores notas do índice.

Sandro perguntou se Requião Filho fecharia as escolas caso fosse eleito. O candidato do PDT respondeu que não pretende encerrá-las, mas quer revisar o modelo adotado pela atual gestão. “Não vamos fechar as escolas”, afirmou, ao criticar o formato como uma política de propaganda, e não como um modelo pedagógico.

Sandro respondeu que o governo trabalha com metodologia, e não ideologia. Segundo ele, há mais de 10 mil famílias aguardando vagas nas escolas cívico-militares, razão pela qual o modelo deveria ser ampliado. Requião Filho voltou a classificá-lo como uma decisão ideológica.

A privatização da Copel também gerou divergências. Requião Filho criticou a venda de parte do controle da companhia e disse que o processo reduziu a capacidade de influência do Estado. Ele afirmou que existem questionamentos sobre a forma como a privatização foi feita e citou impactos para a indústria, além de defender a retomada do controle da empresa pelo Paraná.

O candidato do PDT também disse que, desde a privatização, a Copel não teria criado novas geradoras de energia e que o aumento do custo da eletricidade prejudicaria a indústria e o agronegócio. Ele mencionou ainda o envolvimento da companhia com instituições investigadas, como o Banco Master.

Sandro Alex rebateu as críticas e afirmou que o povo do Paraná continua sendo o maior acionista da Copel. Segundo ele, o Estado mantém participação na distribuição de dividendos e poder de veto. O candidato defendeu a privatização como uma modernização necessária e disse que a medida aumentou a eficiência da empresa e permitiu atender ao crescimento econômico do Paraná. Para Sandro, a retomada do controle poderia gerar insegurança e até um “apagão” no estado.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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