Publicações de Filipe Barros com ataques a Sergio Moro e à Operação Lava Jato voltaram a circular após a aproximação entre o deputado e o senador para a disputa eleitoral de 2026 no Paraná.
Em 2021, Barros afirmou que Moro e o ex-procurador Deltan Dallagnol teriam feito acordo “até com o capiroto” para proteger suas trajetórias políticas. Em outra manifestação, disse que Moro conspirava “24 horas por dia” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.
As declarações ocorreram após o rompimento entre Moro e Bolsonaro. Na época, o então ministro da Justiça passou a ser alvo de críticas de integrantes do grupo bolsonarista mais próximo do PL. Barros também afirmou que a Lava Jato havia perdido a credibilidade que ainda tinha.
Nova aliança
Anos depois, Moro passou a se aproximar do PL e ganhou espaço como possível nome da direita paranaense para o governo estadual em 2026. Barros, que hoje é pré-candidato ao Senado, tornou-se um dos responsáveis pela articulação que inclui o senador.
Questionado sobre as falas anteriores, o deputado afirmou que as divergências ficaram “no passado” e foram superadas pela união contra a esquerda. Moro também minimizou a relevância dos ataques antigos e continuou defendendo a aliança atual.
A composição ocorre em meio às articulações eleitorais no estado e já provocou mudanças no PL paranaense. Em março, Barros assumiu o comando estadual da legenda, após Fernando Giacobo deixar a presidência e sair do partido durante o apoio à candidatura de Moro ao governo estadual.



