SÃO PAULO — Ronaldo Caiado afirmou que pretende participar nesta segunda-feira (14) de um debate entre candidatos à Presidência, apesar de ter recebido alta médica após tratar uma pneumonia. O candidato pelo Partido Social Democrático (PSD) disse que ainda não está totalmente recuperado e que deverá diminuir o ritmo das atividades nos próximos dias.
Caiado estava internado desde quinta-feira (10) no Hospital Vila Nova Star. Ele chegou à unidade com faringite aguda, quadro que evoluiu para pneumonia. O diagnóstico foi confirmado por uma tomografia do tórax. Em boletim divulgado na quinta-feira, o hospital informou que o candidato estava clinicamente estável, respirava espontaneamente e apresentava boa evolução clínica.
Na saída do hospital, Caiado declarou: “Não vou dizer a você 100%, não é?”. Ele afirmou que continuará tomando medicamentos e que recebeu orientação para evitar temporariamente uma rotina intensa de viagens e eventos de campanha. O candidato também disse ter ficado quatro dias afastado da disputa e que retorna com responsabilidade e confiança na escolha dos eleitores.
Depois de falar sobre a recuperação, Caiado criticou o espaço ocupado por discussões relacionadas ao Supremo Tribunal Federal (STF) no debate eleitoral. Ele defendeu que os candidatos voltem a tratar de propostas para salário, segurança pública e atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
O candidato também afirmou que, se for eleito, pretende indicar quatro mulheres para vagas que surgirem no STF. Entre os nomes mencionados está Raquel Dodge, ex-procuradora-geral da República. Caiado ainda declarou que o próximo presidente terá de “reordenar a democracia brasileira” e “resgatar a credibilidade das instituições”.
Para a saúde, Caiado propôs alterar a regulação das filas do SUS, considerando também a gravidade dos casos. Ele defendeu a ampliação da telemedicina nas unidades básicas, a integração de vagas em hospitais públicos, filantrópicos e privados e a instalação de hospitais de média e alta complexidade e policlínicas em regiões mais carentes.
O candidato disse ainda que pretende colocar Ludhmila Hajjar, médica que o atendeu, no comando do Ministério da Saúde caso seja eleito. Segundo Caiado, a escolha seria baseada na experiência e na capacidade de gestão da médica.



