Leopoldo Barros Teixeira, copiloto do helicóptero que caiu em Santa Catarina, havia retomado a carreira na aviação civil no ano passado. Natural de Pongaí (SP), ele morreu no acidente que também vitimou o cantor Rick, da dupla com Renner, Bruno Avelar, Paulo Soares e o piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo.
O irmão de Leopoldo, Linconl, afirmou que ele fez o curso de aviação civil em 2020. Até 2025, trabalhou com cana, mas decidiu seguir a carreira com helicópteros. “A paixão dele sempre foi com helicóptero”, contou.
Leopoldo havia se mudado para Itapema, no Litoral Norte de Santa Catarina, para trabalhar na área. Segundo o irmão, ele era solteiro.
A família tentou falar com Leopoldo na segunda-feira (21), mas não conseguiu. O helicóptero havia desaparecido naquela tarde, depois de decolar de Porto Belo, no Litoral Norte, durante a manhã. A aeronave seguia para São Joaquim, na Serra, em uma viagem de cerca de 190 quilômetros.
Os destroços foram localizados nesta terça-feira (22), na região de Santa Bárbara, no interior de Urubici, na Serra de Santa Catarina. As buscas tiveram o apoio de uma aeronave, aproximadamente 40 bombeiros, dois cães farejadores, mais de 10 viaturas e drones com capacidade de identificação térmica.
A equipe passou a trabalhar no resgate dos corpos. Depois da retirada, eles serão levados para o Instituto Médico Legal (IML) de Lages.
O helicóptero era um Bell 430, fabricado em 2001, com capacidade para um piloto e sete passageiros. Conforme a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a situação da aeronave era regular, e a certificação de operação era válida até 11 de agosto de 2027.



