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Flávio Bolsonaro articula adiamento da votação do fim da escala 6×1 no Senado

Após aprovação na CCJ, proposta deve ser analisada pelo plenário somente depois das eleições de 2026, segundo anúncio de Davi Alcolumbre.

Sakamoto: Flávio aproveita crise no STF e consegue barrar votação do fim da 6×1
Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) articulou com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, o adiamento da votação da proposta de emenda à Constituição que prevê o fim da escala 6×1. A matéria foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas deve chegar ao plenário apenas depois das eleições de 2026.

A decisão ocorreu após Flávio procurar Alcolumbre e argumentar que a votação poderia desequilibrar as eleições. A articulação aconteceu enquanto os desdobramentos do escândalo do Banco Master e questionamentos envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal concentravam a atenção pública e política.

Na avaliação de integrantes do governo e de senadores da base e da oposição, o adiamento pode dificultar a aprovação da proposta. Dois terços do Senado estarão em disputa nesta eleição, o que era considerado um incentivo para que parlamentares apoiassem a mudança. Na Câmara, 472 dos 513 deputados aprovaram o texto, inclusive parlamentares que haviam feito críticas à proposta.

Disputa em torno da proposta

Pesquisas mencionadas no debate indicam que cerca de 70% da população apoiam o fim da escala 6×1. O apoio aparece entre eleitores ligados ao lulismo, ao bolsonarismo e também entre independentes. A aprovação da PEC é tratada como uma aposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para melhorar sua popularidade na reta final da campanha.

Flávio tentou primeiro avançar com uma proposta de remuneração por hora trabalhada. A alternativa defende que o trabalhador tenha mais flexibilidade, mas não elimina a escala 6×1, que continuaria como limite. Pela proposta, uma eventual redução da jornada dependeria de negociação entre patrão e empregado.

Como a PEC da Hora Trabalhada não avançou na CCJ, Flávio passou a atuar pelo adiamento da votação da proposta principal. Em público, ele não afirmou que votaria contra o fim da escala 6×1 e declarou: “Nós vamos trabalhar pela liberdade, para que o trabalhador brasileiro possa escolher a sua própria carga horária de trabalho ou como é que vai trabalhar”.

Na CCJ, o senador Rogério Marinho (PL-RN), autor da proposta alternativa da oposição e coordenador da campanha de Flávio, pediu vista. A análise foi retomada uma hora depois. Marinho tentou incluir trechos da proposta alternativa no texto do fim da 6×1, mas a tentativa foi rejeitada.

Durante o debate, Marinho afirmou que reduzir a jornada sem cortar salários elevaria custos. O relator, Omar Aziz (PSD-AM), reagiu e questionou se os deputados do PL que apoiaram a proposta na Câmara também seriam classificados dessa forma. Em maio, apenas 11 dos 97 deputados do PL votaram contra o fim da escala 6×1.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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