A Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCIBER), do Deic, indiciou 268 suspeitos por fraudes digitais apenas nos 7 primeiros meses de 2026, mostram dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP). No período, foram realizadas 73 operações policiais e cumpridos 254 mandados.
A unidade também apreendeu 164 celulares e esclareceu 44 casos com apoio do Centro de Inteligência Cibernético. A Polícia Civil orienta que a população não forneça senhas, códigos de segurança ou dados bancários e desconfie de contatos que peçam transferências ou pagamentos.
Golpes mais comuns
Entre as fraudes listadas pela Febraban estão a falsa central telefônica, o falso empréstimo consignado, a ajuda em caixas eletrônicos, o falso presente, as vendas falsas, o golpe do WhatsApp, o falso boleto, o falso motoboy, a troca de cartão, o falso sequestro, o falso advogado e o phishing, também chamado de pescaria digital.
Bancos não pedem senhas, atualizações de sistemas, chaves de segurança, transferências ou pagamentos para regularizar contas e cartões. Em ligações suspeitas, a recomendação é desligar e procurar o banco pelos canais oficiais, usando outro telefone.
A Febraban também alerta que nenhum empréstimo exige pagamento antecipado. Em compras, é preciso conferir o valor na maquininha, verificar o nome no cartão devolvido e evitar links recebidos por mensagens. Para proteger o WhatsApp, a orientação é ativar a verificação em duas etapas e nunca compartilhar o código recebido por SMS.
Antes de pagar um boleto, o beneficiário exibido pelo banco deve ser conferido. Em caso de golpe, a vítima deve avisar imediatamente a instituição financeira, registrar boletim de ocorrência e guardar comprovantes, conversas e documentos.
Ferramentas de proteção
O Banco Central oferece o Registrato, que permite consultar empréstimos, contas bancárias, chaves Pix e outras informações vinculadas ao CPF. Outra opção é o BC Protege+, serviço gratuito do Meu BC que impede novas contas ou vínculos financeiros em nome do usuário enquanto o bloqueio estiver ativo.
A ferramenta pode ser usada por pessoas físicas e jurídicas e exige conta Gov.br nos níveis Prata ou Ouro, com verificação em duas etapas habilitada.
A Febraban afirma que os bancos associados investiram quase R$ 50 bilhões em tecnologia e segurança da informação em 2025. Cerca de 10% desse valor foi destinado à prevenção de fraudes e à proteção de clientes.
A Lei 14.155, em vigor desde 2021, aumentou as penas para crimes cometidos por meios eletrônicos. Conforme o caso, a punição pode chegar a 8 anos de prisão, além de multa.



