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Ginecologista é indiciado por denúncia de estupro em consultório de São Paulo

O médico Osmar Trojan é acusado por uma paciente de abusos cometidos durante atendimentos realizados entre 2014 e 2022.

Ginecologista é indiciado por denúncia de estupro em consultório de São Paulo
Foto: Arquivo pessoal

O ginecologista Osmar Trojan, de 82 anos, foi indiciado por estupro após uma paciente de 27 anos relatar abusos durante consultas em um consultório particular no Brooklin, na Zona Sul da capital paulista. A confirmação foi feita pela Secretaria da Segurança Pública (SSP).

A investigação foi aberta no 1° Distrito Policial de Itapecerica da Serra. A SSP informou que o trabalho continua para esclarecer os fatos. O material também registra uma divergência sobre a situação do procedimento: em outro trecho, consta que o inquérito ainda não havia sido finalizado e que o médico não tinha sido indiciado.

Esther Neves afirma que foi atendida por Osmar entre 2014 e 2022. Segundo o relato, o médico realizava exames sem luvas, fotografava partes íntimas do corpo dela e mostrava vídeos pornográficos durante as consultas. Ela também diz que ele sugou seus seios sob a justificativa de verificar o que saía das mamas.

Relação com a família

Esther conhecia Osmar desde a infância. Ele teria conhecido a mãe dela em 1992, quando trabalhava como telefonista em um hospital onde também atendia. Os dois se tornaram amigos, e o médico não cobrava pelas consultas. Ele também fez o parto de Esther e frequentava a mesma igreja da família, onde ministrava palestras.

A primeira consulta de Esther com o ginecologista ocorreu quando ela tinha 16 anos, em 2014. Ela afirma que o médico pedia que entrasse sozinha na sala. Ao longo dos anos, os dois mantiveram contato frequente, com troca de mensagens, fotos de viagens e registros do cotidiano. Esther também trabalhou por cerca de um mês no consultório para substituir a secretária durante as férias.

Segundo a paciente, o médico dizia que algumas práticas faziam parte dos exames. Ela afirma que, em uma ocasião, ele mostrou vídeos de um site pornográfico e falou sobre o uso de um plugue anal. Em outra, teria convencido Esther a posar com os seios nus, dizendo que preparava um artigo sobre conscientização do câncer de mama. Depois, segundo ela, passou a fotografar também a vagina e o ânus.

Osmar foi colega de turma de Roger Abdelmassih na Unicamp. Abdelmassih foi condenado a mais de 270 anos de prisão por estupros e crimes sexuais contra pacientes.

Defesa nega acusações

A defesa de Osmar, feita pelo advogado Alessandro Fischer Martins Silveira, nega os crimes. O advogado afirma que o médico demonstrará sua inocência durante o processo. Também diz que o inquérito tramita sob sigilo, que a Justiça ainda não recebeu denúncia e que deve ser respeitada a presunção de inocência.

Em depoimento à polícia, Osmar negou qualquer ato de conotação sexual e afirmou que os exames eram realizados na presença da mãe de Esther ou de uma auxiliar. Ele confirmou ter feito um exame retal uma vez, com luvas, por suspeita de endometriose.

O médico também negou ter exibido pornografia. Disse que, às vezes, mostrava vídeos do YouTube sobre o uso de bolas de pompoarismo e o autoexame das mamas. Sobre as fotografias, confirmou uma sessão com Esther e afirmou que as imagens integravam uma campanha contra o câncer de mama. Segundo ele, a paciente autorizou o ensaio, levou o próprio figurino e recebeu os arquivos.

Esther relata ainda que só identificou as situações como abusivas depois de iniciar tratamento para problemas de saúde mental. Em 2024, ela foi internada após uma crise de ansiedade. A paciente afirma que faz acompanhamento psiquiátrico há anos e usa medicamentos para dormir e estabilizar o humor. Um atestado registra acompanhamento por ansiedade aguda com sintomas somáticos e cita impactos nas atividades cotidianas.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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