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Ginecologista é investigado por estupro após denúncia de paciente em Itapecerica da Serra

Esther Neves afirma que sofreu abusos em consultas e que o médico tirou fotos íntimas e exibiu vídeos pornográficos.

Ginecologista é investigado por estupro após denúncia de paciente em Itapecerica da Serra
Foto: Arquivo pessoal

O ginecologista Osmar Trojan, de 82 anos, é investigado por estupro após a denúncia de Esther Neves, hoje com 27 anos. Ela afirma que sofreu abusos durante consultas, incluindo exames sem luvas, fotografias íntimas e a exibição de vídeos pornográficos.

O inquérito foi instaurado no 1° Distrito Policial de Itapecerica da Serra após pedido do Ministério Público. A Secretaria da Segurança Pública informou que o médico foi formalmente indiciado por estupro, previsto no artigo 213 do Código Penal, e que as investigações continuam. Ao final do documento, porém, consta que o inquérito não foi finalizado e que o médico ainda não foi indiciado.

O advogado Alessandro Fischer Martins Silveira, que representa Osmar, negou as acusações. A defesa afirmou que demonstrará a inocência do médico durante a investigação e destacou que o caso tramita sob sigilo, sem recebimento de denúncia pela Justiça até o momento. Também pediu que seja observada a presunção de inocência.

Relato da paciente

Esther conheceu Osmar na infância. Ele atendia a mãe dela, fez seu parto, frequentava a mesma igreja da família e era visto como uma figura paterna. A primeira consulta ocorreu quando ela tinha 16 anos, em 2014. Segundo Esther, o médico sugeria que ela entrasse sozinha na sala.

Ela relata que, dos 16 aos 24 anos, foi submetida a situações de cunho sexual apresentadas pelo médico como parte de exames clínicos. Os atendimentos duravam cerca de duas horas. Em uma ocasião, segundo a jovem, Osmar sugou seus seios sob a justificativa de verificar o que saía deles.

Esther também afirma que o ginecologista exibia vídeos de um site pornográfico, inclusive quando ela ainda era adolescente, e falava sobre o uso de um plugue anal. Em outro episódio, diz ter sido convencida a participar de uma sessão de fotos com os seios nus, sob a justificativa de uma campanha de conscientização sobre o câncer de mama. Depois, segundo ela, o médico fotografou sua vagina e seu ânus.

“Ele não cobrava as consultas. Eu e a minha mãe sentíamos que a gente estava devendo algo para ele”, contou Esther.

A jovem afirma que chegou a falar com a mãe sobre situações que considerava estranhas. De acordo com o relato, a mãe dizia que ela poderia interromper a relação, mas lembrava que Osmar era uma pessoa de confiança e não cobrava pelos atendimentos.

Defesa do médico

Em interrogatório, Osmar negou ter praticado atos de conotação sexual e disse que os exames eram feitos na presença da mãe de Esther ou de uma auxiliar. Ele confirmou um exame retal, realizado uma única vez, com luvas, por suspeita de endometriose.

O médico também negou ter exibido vídeos pornográficos. Disse que, algumas vezes, mostrava vídeos do YouTube sobre bolas de pompoarismo e autoexame das mamas.

Sobre as fotografias, confirmou uma sessão no consultório, mas afirmou que as imagens integravam uma campanha de combate ao câncer de mama. Segundo ele, Esther autorizou o ensaio, levou o próprio figurino e recebeu os arquivos. Osmar negou ter mostrado fotos de pacientes nuas e disse que não guarda esse tipo de material.

Saúde mental

Esther afirma que só compreendeu o caráter abusivo das situações depois de iniciar terapia para questões relacionadas à saúde mental. Em 2024, ela foi internada após uma crise de ansiedade. A jovem diz que faz acompanhamento psiquiátrico há anos e usa medicamentos para dormir e estabilizar o humor.

Um atestado médico registra acompanhamento por “ansiedade aguda com sintomas somáticos”, com disforia, cansaço, fadiga, dificuldade de concentração, labilidade emocional e alterações no sono e no apetite. O documento aponta “importante impacto funcional” e prejuízos nas atividades cotidianas.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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