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Mãe de Edson Davi entrega dados à PF após pedido da Interpol

Marize Araújo afirmou que forneceu informações sobre o filho desaparecido; a PF negou que ele esteja entre crianças localizadas na Flórida.

Mãe de Edson Davi entrega dados à PF após pedido da Interpol
Foto: Reprodução

Marize Araújo, mãe de Edson Davi Silva Almeida, afirmou que entregou à Polícia Federal dados sobre o filho após um pedido da Interpol. A declaração foi publicada nas redes sociais nesta quarta-feira (9). Segundo ela, a Interpol entrou em contato com seu advogado.

A família mantém a esperança de que o menino esteja entre crianças resgatadas nos Estados Unidos, conforme informações divulgadas por autoridades da Flórida. “Se Deus quiser, meu filho está entre essas 163 crianças que foram resgatadas na Flórida. Vamos torcer para que esse sofrimento acabe”, declarou Marize.

A Polícia Federal informou que nenhuma criança brasileira está entre as pessoas localizadas pelas autoridades da Flórida na operação mencionada. O órgão não respondeu sobre a ida da mãe à sede da Superintendência.

Divergências sobre o desaparecimento

Edson Davi desapareceu em janeiro de 2024, na Praia da Barra da Tijuca, enquanto os pais trabalhavam como barraqueiros. Para a Delegacia de Descoberta de Paradeiros, o menino se afogou. A polícia analisou câmeras em um perímetro de 2km e afirmou que nenhuma imagem indicava que ele havia deixado a praia.

A família contratou uma investigação particular para examinar a hipótese de afogamento. O investigador Raul Ábacus disse ter ouvido 17 pessoas e afirmou que os depoimentos afastavam essa possibilidade, porque as testemunhas não teriam visto o menino perto do mar. A família também afirma que a criança tinha medo de entrar na água.

A Polícia Civil, porém, informou que depoimentos prestados à Delegacia de Descoberta de Paradeiros apontam outra versão. Segundo o órgão, o pai de Edson Davi e um funcionário da barraca disseram ter visto o menino na água ou na beira do mar. Investigadores também obtiveram um vídeo em que, segundo eles, a criança aparece perto da água no dia do desaparecimento.

A delegada Elen Souto, responsável pelo caso, declarou: “Nunca houve suspeita de sequestro, pois tecnicamente, pela análise das imagens, ele não saiu da praia.” Ela disse ainda que testemunhas relataram que o menino teria caminhado em direção ao mar e pedido uma prancha.

Denúncias posteriores apontaram que Edson Davi teria sido visto no Pechincha, em Jacarepaguá, na própria Barra da Tijuca, em Fortaleza, em São José dos Campos e em um avião entre Recife e Confins, em Minas Gerais. As informações foram verificadas, mas o menino não foi localizado. Em um dos casos, a Polícia Federal abordou um casal que estava com uma criança parecida com a vítima.

A mãe afirma que acredita desde o início que o filho foi raptado e pediu apoio da Polícia Federal e do Ministério Público nas investigações. Uma denúncia sobre gritos de socorro em uma casa de idosos também foi checada, sem sinais da presença de Edson Davi ou de outra criança no local.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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