SÃO PAULO — Maria Eduarda Santana Nascimento, de 24 anos, morreu após ser atingida por um disparo enquanto dirigia para o trabalho na manhã de quinta-feira (1º). O caso ocorreu na Estrada de Itapecerica, perto da Avenida Agostinho Rubim, durante uma tentativa de assalto.
A jovem estava no banco da frente do próprio carro. O tiro que a matou ainda não teve a origem identificada. A investigação apura se o disparo saiu da arma de Pedro Paulo Bassetti, que também morreu baleado, ou do investigador da Polícia Civil que presenciou o crime e reagiu.
De acordo com o boletim de ocorrência, o policial afirmou que tentou impedir o assalto e que houve troca de tiros. A ocorrência foi registrada como roubo seguido de homicídio decorrente de intervenção policial. O investigador prestou depoimento na Corregedoria da Polícia Civil e foi liberado. As armas envolvidas foram entregues ou apreendidas pela Polícia Civil.
Perícia vai analisar o disparo
O Instituto de Criminalística vai elaborar laudos para identificar de qual arma saiu a bala. A investigação também reúne imagens de câmeras de segurança e depoimentos de testemunhas.
A marca do disparo no vidro traseiro do carro será analisada para esclarecer a dinâmica da ocorrência e a atuação do policial. Maria Eduarda ocupava a parte dianteira do veículo no momento do crime.
Família planejava aniversário
Conhecida como Duda, Maria Eduarda gostava de viajar, conhecer lugares diferentes e passar tempo com os amigos, segundo familiares. Ela completaria 25 anos na próxima terça-feira (6) e já planejava uma comemoração.
Após a morte, o pai publicou um desabafo nas redes sociais: "Minha filha estava a caminho do trabalho e, infelizmente, encontrou esse sei lá o quê despreparado que achou que estava num faroeste."
A família decidiu não dar entrevistas neste primeiro momento. O velório e o sepultamento estão marcados para esta sexta-feira (2), à tarde, em um cemitério de Itapecerica da Serra, na região próxima à Zona Sul de São Paulo.



