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Paraná

PF mira produtora e deputado em investigação sobre verba para filme de Bolsonaro

Operação Make Up apura possível desvio de emendas parlamentares destinadas a entidades ligadas à produção de “Dark Horse”.

PF faz operação para investigar suposto desvio de emendas para filme 'Dark Horse'
Foto: Reprodução e Câmara dos Deputados

A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União cumprem 49 mandados de busca e apreensão na operação Make Up, que investiga um possível desvio de recursos públicos destinados ao financiamento do filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro. Não há mandados de prisão na ação.

Entre os alvos estão Karina Gama, produtora do filme, e o deputado federal Mario Frias (PL-SP). Também são alvo de buscas o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC), entidades de propriedade de Karina. A empresa Go Up, responsável pela produção do filme, não está entre os alvos dos mandados.

O caso é relatado pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal. O inquérito, que tramitava em São Paulo, foi transferido para o STF. A investigação apura suspeitas de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.

Suspeita sobre emendas

A PF afirma investigar uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados. Segundo a apuração, recursos enviados a uma organização da sociedade civil teriam sido direcionados a empresas subcontratadas de forma irregular, sem comprovação de que os serviços foram realizados.

Uma auditoria da CGU apontou suspeita de desvio de uma emenda de R$ 2 milhões indicada por Frias para entidades ligadas a Karina, com despesas sem comprovação. A PF também identificou movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas relacionadas ao caso e informou que as tentativas de ocultar os desvios teriam continuado até julho deste ano.

Frias atua como roteirista e produtor-executivo de “Dark Horse”. Em maio, ele negou ao STF que as emendas destinadas a organizações não governamentais ligadas à produtora tivessem sido usadas em “qualquer produção cinematográfica”. Os citados na operação ainda não haviam se manifestado.

Outras investigações

Há outro inquérito no STF, sob relatoria do ministro André Mendonça, sobre repasses feitos pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL), e sobre o caminho desse dinheiro.

Em maio, foram divulgadas mensagens e um áudio em que Flávio Bolsonaro cobrava recursos de Vorcaro para financiar o filme. Os repasses teriam chegado a ao menos R$ 61 milhões em 2025 e sido enviados a um fundo nos Estados Unidos administrado por Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro (PL).

O Instituto Conhecer Brasil também é investigado pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil. A entidade tem contrato de R$ 108 milhões com a Prefeitura de São Paulo para instalar pontos de wi-fi gratuitos na periferia. O acordo previa 5 mil pontos até junho de 2025, mas 3.200 haviam sido instalados. Ao menos três aditivos alteraram o prazo de entrega, e o MP apura se houve concorrência na contratação.

Na quarta-feira (9), André Mendonça homologou a delação premiada de Antonio Carlos Freixo Junior, conhecido como “Mineiro”. Dono da Entre Investimentos, ele teria feito, a mando de Vorcaro, repasses para o filme.

A delação, assinada com a Procuradoria-Geral da República em 8 de agosto, relata sete transferências para o fundo Havengate, nos Estados Unidos, entre janeiro e setembro de 2025. As operações somaram US$ 12,333 milhões, equivalentes a R$ 62,8 milhões pela cotação de setembro de 2025. Um pagamento de US$ 1,666 milhão em setembro diverge da afirmação de que o último repasse havia ocorrido em maio de 2025.

A PF investiga se todo o dinheiro foi usado no filme, como afirmam Flávio Bolsonaro e a Go Up, ou se parte dos recursos teve outros destinos.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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