A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou nesta quarta-feira (9) dois novos casos de sarampo. Os pacientes são crianças menores de 2 anos que moram na capital. Com os registros, o estado passou a contabilizar 30 casos da doença em 2026.
Os casos foram notificados em agosto e incluídos no balanço depois da confirmação dos exames laboratoriais. De acordo com a secretaria, os dois estão ligados a cadeias de transmissão já identificadas e acompanhadas pelas equipes de vigilância epidemiológica.
A distribuição dos registros é a seguinte:
- 27 em São Paulo;
- 2 em São Bernardo do Campo;
- 1 em Guarulhos.
Ao longo do ano, foram identificadas quatro cadeias de transmissão no estado. A primeira ocorreu entre março e abril e foi associada a dois casos importados. Essa cadeia foi encerrada depois de 12 semanas sem novos registros relacionados.
As cadeias identificadas em junho, julho e agosto continuam sendo acompanhadas por equipes estaduais e municipais. O trabalho inclui a investigação dos casos, o monitoramento de pessoas que tiveram contato com os pacientes e a avaliação da necessidade de vacinação e de outras medidas de controle.
Em agosto, uma campanha de vacinação foi realizada em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. Mais de 2,5 milhões de doses foram aplicadas no estado somente naquele mês. A vacinação de rotina contra o sarampo continua disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).
Quem deve se vacinar
A primeira dose é indicada aos 12 meses, e a segunda, aos 15 meses. Entre 15 meses e 29 anos, é necessário ter duas doses registradas na caderneta, com intervalo mínimo de 30 dias. De 30 a 59 anos, é preciso ter pelo menos uma dose registrada. Trabalhadores da saúde devem ter duas doses, independentemente da idade.
Bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias que moram em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo podem receber a chamada dose zero da vacina tríplice viral. A aplicação também pode ser indicada após contato com pessoas com suspeita ou confirmação de sarampo, conforme avaliação da vigilância.
A dose zero não substitui as doses do calendário: a criança deve receber a primeira aos 12 meses e a segunda aos 15 meses. A secretaria orienta a população a procurar a UBS mais próxima para verificar a situação vacinal. Informações também estão disponíveis na plataforma Vacina 100 Dúvidas, em www.vacina100duvidas.sp.gov.br.



