SÃO PAULO — O candidato à Presidência Augusto Cury afirmou neste sábado (12) que pretende ampliar a participação das mulheres no governo e propôs que metade dos ministérios seja ocupada por elas. A declaração foi dada após um evento voltado à classe médica, em que ele ministrou uma palestra de aproximadamente 45 minutos para cerca de 300 pessoas.
“Um dos meus sonhos é fazer de tudo para que metade das vagas dos ministérios possam ser preenchidas pelas mulheres, talvez pela primeira vez. Vamos fazer de tudo”, disse Cury.
Durante a apresentação, o candidato tratou de temas ligados à psiquiatria e à saúde mental, incluindo violência contra a mulher, aumento dos casos de feminicídio, autoestima e bem-estar emocional. Ao fim da palestra, ele cumprimentou e abraçou os organizadores.
Educação e agenda em São Paulo
Depois do encontro, Cury também apresentou propostas para a educação. Entre elas está a ampliação da educação em tempo integral, com a criação de condições para que os estudantes permaneçam mais tempo nas escolas. Segundo o candidato, essa deve ser uma das prioridades.
Após a atividade na Grande São Paulo, Cury seguiu para Porto Feliz, no interior do estado, onde participa de um encontro fechado com empresários. Na sequência, ele vai ao escritório de campanha para gravar conteúdos.
Comentários sobre a crise no STF
Cury disse esperar que o Supremo Tribunal Federal resolva em uma semana a crise interna. Também afirmou que o eleitor não deve votar em quem está na lista do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
A crise começou no início de setembro, após relatórios da Polícia Federal indicarem trocas de mensagens entre Vorcaro, do extinto Banco Master, e o ministro Alexandre de Moraes sobre operações policiais. Os documentos também registraram a atuação do ministro na edição de um contrato de R$ 130 milhões entre o escritório de sua esposa e o ex-banqueiro.
Relatórios de inteligência da Polícia Federal passaram a apontar suspeitas de assimetria e direcionamento atribuídas ao ministro André Mendonça na condução das operações Sem Desconto e Compliance Zero.
A Procuradoria-Geral da República acionou o presidente do STF, Edson Fachin, contra a manutenção do segredo sobre os autos. A PGR argumentou que a divulgação de apenas uma fração das peças poderia criar uma “ideia equivocada de transparência” e omitir o núcleo da investigação.
Fachin deu 24 horas para Mendonça retirar o sigilo das apurações do caso Master. O ministro liberou dezenas de procedimentos, mas afirmou que manter trechos sob sigilo era uma medida “prudente e responsável” para proteger investigações em andamento e dados pessoais, bancários e fiscais.
Antes da liberação, Moraes acusou Mendonça de promover uma “escolha seletiva” na divulgação. Segundo Moraes, foram disponibilizados apenas 15 procedimentos de forma incompleta, com a omissão de 180 peças e arquivos do sistema do tribunal. Ele pediu a derrubada total do sigilo, a intimação de magistrados citados e o julgamento conjunto de petições relacionadas ao caso.
O STF manteve a Sessão Plenária Extraordinária sobre a petição relatada por Mendonça e marcou para 23 de setembro a análise da petição com informações sobre Moraes, após o fim dos prazos de instrução.



