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Política

Áurea e Marília defendem atuação conjunta no Senado por Minas

Candidatas convergiram sobre dívida estadual, Rodoanel, emendas parlamentares e combate à polarização política.

Áurea e Marília defendem atuação conjunta no Senado por Minas

As candidatas ao Senado por Minas Gerais Áurea Carolina (Psol) e Marília Campos (PT) defenderam uma atuação conjunta no Senado durante uma sabatina realizada na terça-feira (22). As duas apresentaram posições semelhantes sobre a renegociação da dívida de Minas com a União, o traçado do Rodoanel Metropolitano de Belo Horizonte, o modelo de emendas parlamentares e a polarização política.

Ambas afirmaram que o Senado deve recuperar o papel de Casa da Federação e atuar na mediação entre Minas e a União sem uma renegociação que penalize o SUS, a educação e os municípios. Também criticaram a falta de transparência nas emendas e disseram que o Rodoanel, no formato atual, pode repetir um modelo de desenvolvimento com impactos socioambientais e sem resolver a mobilidade.

Propostas de Áurea Carolina

Áurea Carolina apresentou a candidatura como uma oportunidade para Minas eleger uma mulher ao Senado após mais de 30 anos sem representação feminina. Ela lembrou que, em 202 anos, o estado elegeu apenas uma senadora, Júnia Marise.

O combate ao feminicídio foi apontado como prioridade. Entre as propostas estão a destinação de um percentual fixo de emendas para a rede de proteção, casas-abrigo e delegacias especializadas, além da inclusão da Lei Maria da Penha nas escolas.

Sobre a dívida, Áurea defendeu uma auditoria e uma negociação transparente. Ela também relacionou o tema à industrialização de riquezas como as terras-raras, com beneficiamento local. A candidata criticou o orçamento secreto e afirmou que, quando era deputada federal, denunciou o modelo e adotou critérios públicos para as emendas de seu mandato.

Áurea declarou apoio à parceria com Marília. “Eu acredito demais nessa dobradinha com a Marília. É um reforço mútuo. Somos o time do presidente Lula”, afirmou.

Marília Campos nega acordo com Aécio

Marília Campos disse que sua prioridade no Senado será a dívida de Minas. Para ela, o estado precisa transformar riquezas como minério de ferro, minerais críticos e produção agrícola em recursos para saúde, educação, segurança pública e infraestrutura.

A candidata negou o acordo informal chamado de “Marécio”, uma possível dobradinha com Aécio Neves (PSDB). Ela afirmou que seu segundo voto é de Áurea e que a escolha das duas fortalece o grupo do presidente Lula no Senado.

Marília defendeu ampliar o debate técnico sobre o Propag, mas rejeitou a entrega de estatais e terras-raras como parte da negociação. Também disse contar com a vitória de Patrus Ananias (PT) para o governo de Minas para viabilizar a renegociação da dívida.

Sobre o Rodoanel, criticou o traçado atual, citou a falta de escuta das comunidades atingidas e defendeu compensações e planejamento urbano integrado. Ela também propôs o uso do Anel Ferroviário, que passa por 22 cidades da Região Metropolitana, para o transporte de passageiros.

Marília ainda afirmou que o Congresso sequestrou o orçamento e que o modelo atual de emendas fragiliza ministérios e prefeituras.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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