SÃO PAULO — O ato de campanha de Lula e Fernando Haddad em São Paulo começou por volta das 11h25 deste sábado (3), véspera do primeiro turno das eleições. A caminhada, inicialmente planejada para a Avenida Paulista, foi levada para a Rua Augusta após divergências envolvendo a organização e a Prefeitura de São Paulo.
Lula participou da atividade ao lado de Haddad, Geraldo Alckmin, Marina Silva e Simone Tebet. Lula é candidato à reeleição; Haddad disputa o governo de São Paulo. Alckmin é vice-presidente, enquanto Marina Silva e Simone Tebet são candidatas ao Senado.
Antes da chegada dos candidatos, organizadores e policiais militares que acompanhavam o evento tiveram um princípio de atrito. A equipe responsável pela atividade disse que os policiais solicitaram o avanço do trio elétrico que estava na parte dianteira da Augusta. A organização não aceitou a orientação.
Parte dos manifestantes reagiu com vaias aos policiais e gritos de “fascistas”. Em nota, a Polícia Militar afirmou que não havia imposto restrição ao trajeto pretendido pelos participantes. A corporação também declarou que os organizadores mantinham o ato parado em um ponto da via enquanto aguardavam a chegada de mais pessoas.
“A PM realiza o balizamento do ato e busca contato direto com os organizadores”, afirmou a corporação, ao dizer que atuava com órgãos municipais e estaduais para prevenir acidentes e reduzir transtornos.
Decisão sobre o trajeto
A caminhada na região da Paulista vinha sendo discutida entre a campanha petista e a Prefeitura de São Paulo. Na quinta-feira (1º), a administração municipal afirmou que não havia autorizado o evento e que atendia a uma requisição do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP). A prefeitura disse que o tribunal havia determinado a manutenção da Avenida Paulista desimpedida nos dias 3, 4, 24 e 25 de outubro.
O TRE-SP esclareceu, no mesmo dia, que não havia proibido atos políticos na avenida no sábado. A orientação enviada à prefeitura buscava manter a circulação de veículos no domingo (4), data da votação.
Na sexta-feira (2), o tribunal autorizou a caminhada por 5 votos a 1. Com a decisão, deixou de valer o ofício da Subprefeitura da Sé que apontava a Paulista como inviável e também não recomendava a realização do ato na Augusta.



