A campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência afirmou que a decisão que recolocou no ar publicações falsas sobre Nossa Senhora Aparecida causa perplexidade. O grupo divulgou uma nota neste domingo, 27, após o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), derrubar uma medida tomada por André Mendonça no âmbito do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Na nota, a campanha não cita diretamente Dino nem o STF. O grupo questiona a atuação de uma autoridade fora da Justiça Eleitoral na fiscalização da propaganda presidencial e defende que o TSE possa retirar conteúdos já reconhecidos publicamente como falsos e desinformativos.
Como a história se espalhou
A informação falsa começou a circular na última quinta-feira, 24. A mensagem dizia que Flávio Bolsonaro apoiaria um projeto para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. O monitoramento da campanha atribui o início da circulação a uma postagem de Jeferson de Oliveira Monteiro, responsável pelo perfil governista Dilma Bolada. Ele negou ter divulgado informações falsas.
A repercussão aumentou depois que um programa de televisão abordou uma suposta mobilização de evangélicos em torno do projeto e afirmou que a Igreja Católica preparava uma reação. A emissora publicou uma correção horas depois e pediu desculpas pelo erro. Mesmo assim, o Instituto Democracia em Xeque calculou que o caso chegou a 1 milhão de postagens em menos de três dias.
A campanha classificou o episódio como uma “mentira grosseira e de alto potencial viral” e afirmou que o conteúdo se tornou o terceiro de maior repercussão política do ano de 2026.
Críticas de Rogério Marinho
Rogério Marinho, coordenador da campanha, criticou diretamente Flávio Dino. Para o senador, o ministro desrespeitou regras de competência e distribuição ao permitir a circulação de um conteúdo considerado falso. Marinho também afirmou que a decisão poderia favorecer Lula e seu grupo político.
O senador disse ainda que o STF não deve ser usado como instrumento de interferência política. A campanha reclamou que o pedido analisado por Dino teria sido direcionado pelos interessados, sem livre distribuição, e apresentado em um processo com objeto diferente do debate sobre as publicações.



