A desistência de Romeu Zema da corrida presidencial e o apoio a Flávio Bolsonaro ainda no primeiro turno foram defendidos pelos candidatos ao Senado Domingos Sávio (PL) e Marco Antônio Costa, o Superman (Novo). Os dois deram entrevistas separadas no programa Minas Presente, exibido nesta quarta-feira (23).
Os candidatos também convergiram ao propor a renegociação da dívida de mais de R$ 200 bilhões com a União sem privatizar a Cemig. Ambos criticaram decisões monocráticas do Supremo Tribunal Federal (STF), classificadas como autocráticas, e defenderam que o Senado analise pedidos de impeachment de ministros da Corte.
Propostas de Domingos Sávio
Domingos Sávio, deputado federal no quarto mandato, veterinário e produtor rural, tem 69 anos. Candidato oficial do bolsonarismo, ele afirmou que faltou humildade a Zema ao manter a candidatura presidencial. “Zema deveria apoiar o Flávio Bolsonaro no primeiro turno”, disse.
O candidato do PL também prometeu trabalhar pelo impeachment de ministros do STF, criticou a atuação do ministro Alexandre de Moraes no caso Banco Master e acusou a Corte de rasgar a Constituição. Entre suas propostas estão mandato de oito anos para ministros do Supremo e o fim das decisões monocráticas.
Sobre a dívida, Domingos Sávio declarou ser contrário a um modelo do Propag que determine a federalização sem compensação justa e afirmou que não se deve entregar a Cemig e a Gasmig para pagar a conta. Ele se posicionou a favor da privatização da Copasa e defendeu que o saneamento alcance a maioria dos municípios até 2033.
O candidato disse ainda que pretende destinar mais da metade das emendas à saúde. Para ele, o modelo atual precisa de mais transparência, porque as santas casas do interior ficam dependentes de emendas parlamentares.
Posições de Superman
Marco Antônio Costa, o Superman, aparece com 6% na pesquisa consolidada e 7% no segundo voto. Apoiado por Nikolas Ferreira e Cleitinho Azevedo, ele tenta formar uma dobradinha com Domingos Sávio. Ao mesmo tempo, manifesta apoio a Cleitinho, Flávio Roscoe e Mateus Simões para o governo, conforme a situação.
A posição causa incômodo na direção do Novo, que apoia oficialmente Mateus Simões. Superman afirmou ter autonomia para fazer parcerias políticas e também pediu que Zema apoie Flávio Bolsonaro no primeiro turno.
Na sabatina, ele defendeu a redução de cargos e impostos, uma reforma administrativa e a revogação da reforma tributária. Sobre a proposta que encerra a escala de trabalho 6×1, declarou ser favorável a “rasgar a CLT” e deixar que o mercado regulasse as relações de trabalho.
O candidato também repetiu críticas à tipificação do feminicídio no Código Penal e defendeu prisão perpétua ou pena de morte para homicídios. Ao final, os dois buscaram se diferenciar entre os 16 candidatos às duas vagas no Senado: Domingos Sávio destacou 34 anos de vida pública, enquanto Superman enfatizou renovação, impeachment de ministros do STF e reforma do Judiciário.


