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Política

Seis cuidados para avaliar candidatos nas eleições de 2026

Conhecer as funções dos cargos, as propostas, os partidos e as regras da votação ajuda a evitar falsas promessas e escolhas por impulso.

Seis cuidados para avaliar candidatos nas eleições de 2026

A escolha dos candidatos nas eleições de 2026 pode ser feita com atenção às propostas, ao histórico político, aos financiadores de campanha e às regras do sistema eleitoral. Especialistas recomendam que o eleitor identifique seus próprios interesses antes de avaliar os nomes disponíveis e verifique quais grupos e partidos apoiam cada candidatura.

1. Comece pelas próprias prioridades

O eleitor deve refletir sobre o grupo social e econômico ao qual pertence, suas visões de mundo e os problemas que espera que o Poder Público priorize. Interesses de empresários, trabalhadores assalariados e profissionais autônomos podem ser diferentes, assim como as urgências de homens e mulheres.

As mulheres representam 53% do eleitorado, mas ocupam 15 das 81 cadeiras do Senado e 91 dos 513 assentos da Câmara dos Deputados na atual legislatura. Para o professor João Feres Júnior, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, entender os próprios interesses políticos e econômicos é essencial para avaliar quem pode representar o eleitor.

2. Entenda o que cada cargo pode fazer

Conhecer as atribuições de presidente, governador, deputado e senador ajuda a identificar promessas que não correspondem às competências do cargo. Deputados, por exemplo, podem aprovar e modificar leis, fiscalizar o Poder Executivo e participar da elaboração do orçamento, mas não executam diretamente obras como hospitais e pavimentação de ruas.

O presidente dirige a administração federal, nomeia ministros, comanda as Forças Armadas, envia propostas orçamentárias ao Congresso Nacional, sanciona ou veta leis e mantém relações com outros países. Governadores administram áreas como segurança pública, ensino estadual, hospitais regionais e rodovias estaduais.

Senadores representam a unidade federativa no Congresso Nacional, votam leis federais, participam de sabatinas e julgam autoridades. A socióloga Débora Messemberg, da Universidade de Brasília, afirma que parte dos eleitores tem pouca informação sobre as competências dos legisladores.

3. Compare discurso e atuação

Currículo, histórico, propostas, financiadores e apoiadores devem entrar na avaliação. Também é importante observar se as propostas enfrentam as causas dos problemas ou ficam em declarações genéricas. Entre os grupos que podem apoiar uma candidatura estão grandes corporações, instituições financeiras, sindicatos e movimentos sociais.

O professor Francisco Uribam Xavier de Holanda, da Universidade Federal do Ceará, destaca que o financiamento de campanha, o uso do fundo partidário e os financiamentos privados podem ser difíceis de acompanhar. Para candidatos que já exercem mandato, o eleitor pode verificar votações e atuações em projetos relevantes.

As propostas de governo, a declaração de bens e a prestação de contas, com os doadores de campanha, estão disponíveis no sistema do Tribunal Superior Eleitoral.

4. Observe o partido

Candidatos eleitos atuam dentro de partidos e bancadas. A orientação de bancada pode influenciar a posição dos parlamentares em votações, mesmo quando o discurso individual apresentado durante a campanha é diferente.

A cientista política Naiara Sandi de Almeida Alcantara, da Universidade Federal do Pará, recomenda verificar como a legenda vota, quais pautas apoia historicamente, sua consistência ideológica e as alianças firmadas nesta e em outras eleições. Também é necessário conhecer o programa partidário e os partidos associados à legenda do candidato.

5. Cuidado com os puxadores de voto

No sistema proporcional, usado para deputados federais, estaduais e distritais e para vereadores nas eleições municipais, os votos dos candidatos de um partido ou federação são somados para definir o número de cadeiras conquistadas. Os mais votados ocupam essas vagas, desde que cumpram a votação mínima prevista.

Em 2010, Francisco Everaldo Oliveira Silva, o palhaço Tiririca, recebeu mais de 1,35 milhão de votos e ajudou a eleger outros três candidatos à Câmara dos Deputados. O episódio ficou conhecido como Efeito Tiririca.

Um exemplo apresentado pelos especialistas considera um estado com direito a dez cadeiras e 2 milhões de votos válidos. Nesse caso, o quociente eleitoral seria de 200 mil votos. Uma legenda ou federação que somasse 800 mil votos conquistaria quatro assentos, ocupados pelos candidatos mais votados que atingissem ao menos 10% do quociente eleitoral.

Rodrigo Stumpf González, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, orienta o eleitor a consultar a lista oficial de candidatos do partido. O número da candidatura identifica tanto o candidato quanto a legenda e pode resultar na eleição de outros nomes do mesmo grupo.

6. Confira as regras no dia da votação

O 1º turno será realizado em 4 de outubro. Cerca de 158,7 milhões de eleitores aptos a votar escolherão deputados federais, estaduais ou distritais, senadores, governadores e o presidente da República.

O eleitor pode levar um papel com nomes e números para consultar na cabine. O celular, máquinas fotográficas, filmadoras e outros equipamentos capazes de registrar o voto devem ficar fora desse espaço. A proibição está em vigor desde 2009, segundo o Tribunal Superior Eleitoral, para proteger o sigilo e o livre exercício do voto.

São permitidos broches, adesivos, camisetas e bandeiras em manifestação individual e silenciosa. Manifestações coletivas ou ruidosas, abordagens, aliciamento e tentativas de influenciar outros eleitores são proibidos.

Cada pessoa pode se ausentar do trabalho pelo tempo necessário para votar, sem prejuízo no salário. Pessoas com mais de 80 anos têm preferência na seção, e eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida podem ser acompanhados por alguém de sua escolha.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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