A pesquisa Datafolha aponta que Lula (PT) teria 53% dos votos no primeiro turno entre pessoas que recebem o Bolsa Família ou vivem em uma casa com beneficiários. Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 28% nesse grupo.
Entre os entrevistados que não recebem o benefício e não moram com alguém atendido pelo programa, Flávio registra 37%, enquanto Lula tem 36%.
Na disputa de segundo turno entre os beneficiários ou moradores com beneficiários, Lula alcança 60% e Flávio soma 33%. Considerando o conjunto dos entrevistados, a simulação mostra um empate técnico: o presidente aparece com 46%, contra 44% do senador, filho de Jair Bolsonaro.
Pesquisa e reajuste
As entrevistas foram realizadas de terça (15) até esta quinta-feira (17). A maior parte do levantamento ocorreu antes da divulgação do reajuste do Bolsa Família anunciado por Lula na manhã desta quinta-feira.
A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, no total da amostra. Nos recortes específicos, o limite é maior. Entre quem recebe o benefício ou mora com um beneficiário, chega a cinco pontos.
Desde a reformulação do programa, em 2023, o governo não tinha alterado o valor pago. Ministros da equipe econômica e técnicos da área social defendiam que o reajuste não era necessário, citando padrões internacionais para programas de transferência de renda.
A mudança ocorreu enquanto Flávio Bolsonaro ganhava força na corrida eleitoral, conforme a descrição do cenário político apresentada na pesquisa.
Histórico do benefício
Em 2022, o governo Jair Bolsonaro elevou os valores do programa, então chamado Auxílio Brasil, a poucos meses da eleição. Em agosto daquele ano, o repasse mínimo passou de R$ 400 para R$ 600, alta de 50%, acompanhada da promessa de manutenção permanente.
Naquele período, Lula acusou Bolsonaro de aumentar o benefício para favorecer a própria reeleição. O petista também prometeu manter o piso de R$ 600, medida adotada durante sua gestão, apesar das críticas de especialistas sobre distorções provocadas pelo modelo.



