JOINVILLE — O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, afirmou que o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva teve motivação eleitoral. A declaração ocorreu durante um comício em Joinville, em Santa Catarina, neste sábado, 19.
Flávio relacionou o aumento às pesquisas de intenção de voto mais recentes, que apontam empate técnico entre os dois candidatos. Segundo ele, algumas sondagens chegam a mostrar vantagem do candidato do PL.
O benefício mínimo passou de R$ 600 para R$ 691, em um reajuste de 15% anunciado por Lula na quinta-feira, 17. O aumento foi divulgado às vésperas do primeiro turno da eleição, marcado para 4 de outubro.
Para Flávio, a mudança poderia ter sido feita em outros momentos do governo. Ele citou 2023, 2024 e 2025, além de duas semanas antes, quando Lula encaminhou o Orçamento para o ano seguinte.
“Ele viu as pesquisas, aí ele foi e tentou comprar o voto dos mais pobres”, disse o candidato, ao mencionar o reajuste de R$ 90. Em outro trecho do discurso, Flávio classificou a decisão como um ato de desespero.
Comparação com 2022
O reajuste anunciado por Lula repete uma medida adotada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2022, segundo as informações apresentadas no discurso. Naquele ano, Bolsonaro anunciou em julho o aumento do Auxílio Brasil.
A elevação anterior ocorreu com mais antecedência em relação à eleição, mas foi porcentualmente maior: 50%. O valor passou de R$ 400 para R$ 600.
Flávio também afirmou que Lula não estaria pensando no povo brasileiro ao anunciar o aumento neste momento. As declarações foram feitas durante o ato de campanha em Joinville.



