Candidatos ao governo do Rio Grande do Norte discutiram licenciamento ambiental, incentivos fiscais, contas públicas e saneamento básico em debate realizado em 15 de setembro de 2026. As perguntas foram elaboradas pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e do Turismo do Rio Grande do Norte (Fecomércio RN).
Robério Paulino (PSol) defendeu a aceleração dos processos de licenciamento ambiental, mas disse que a medida deve preservar o meio ambiente. “Somos a favor de acelerar os processos, mas não a ponto de destruir o planeta”, afirmou. Ele citou a implantação de agroindústrias como exemplo da necessidade de conciliar desenvolvimento econômico e preservação ambiental.
Cadu de Lula (PT), ao comentar o tema, destacou incentivos fiscais, infraestrutura, descentralização e modernização dos procedimentos. Ele mencionou a nova legislação sobre licenciamento, que está em análise na Assembleia Legislativa.
O candidato também respondeu a uma pergunta sobre os gastos com pessoal do Estado, que estão acima dos limites previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Cadu afirmou que o comprometimento das receitas com a folha apresenta trajetória de queda e defendeu o aumento da arrecadação. “Nós vamos crescer as receitas do Estado com os potenciais que o Estado possui”, declarou. Na sequência, Robério Paulino chamou atenção para a sonegação de impostos.
Saneamento e desenvolvimento econômico
Allyson Bezerra (União) tratou da universalização do saneamento básico. Ele afirmou que 26% da população potiguar conta atualmente com esse serviço e propôs ampliar a atuação da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) nos municípios. A proposta inclui levar saneamento básico e água tratada a todas as cidades.
Álvaro Dias (PL) criticou os serviços prestados pela Caern e afirmou que a companhia precisa ser estruturada antes da busca pela universalização do saneamento.
No encerramento do bloco, Álvaro defendeu a priorização do desenvolvimento econômico, a desburocratização e a atração de investimentos como medidas para aumentar a competitividade do Estado e ampliar os benefícios fiscais. Allyson Bezerra afirmou que o Rio Grande do Norte registrou queda na industrialização nos últimos 12 meses e também defendeu a desburocratização e a descentralização dos processos de licenciamento.



