Curitiba, Sábado, 3 de outubro de 2026
Curitiba 11°C 11° / 21° Mega-Sena 3065: 8 · 10 · 30 · 38 · 50 · 53
O que acontece aqui, primeiro
Política

Direita intensifica ataques a Cleitinho na reta final da eleição em Minas

Mateus Simões e Flávio Roscoe recorrem ao antipetismo e criticam a falta de experiência do senador em gestão.

Direita intensifica ataques a Cleitinho na reta final da eleição em Minas

A última semana antes do primeiro turno em Minas Gerais foi marcada pela intensificação dos ataques ao senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) e ao deputado federal Patrus Ananias (PT). Cleitinho lidera com folga as intenções de voto, enquanto Patrus aparece em segundo lugar nas pesquisas.

Candidatos de direita passaram a adotar estratégias semelhantes para tentar chegar a um eventual segundo turno. O governador Mateus Simões (PSD), que busca a reeleição, e o empresário Flávio Roscoe (PL) têm usado o antipetismo associado à rejeição ao ex-governador Fernando Pimentel (PT), além de questionarem a experiência de Cleitinho em cargos de gestão.

A ofensiva apareceu no debate realizado pela Globo na terça-feira (29), em propagandas do horário eleitoral e nas redes sociais. Em uma dessas peças, Simões afirma: “Se nada mudar, o segundo turno vai ser entre voltar atrás ou pular no escuro”.

Patrus disse no debate que não atua como advogado de Pimentel. Candidato de última hora, ele tem destacado sua passagem pela Prefeitura de Belo Horizonte, na década de 1990, e pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, durante o primeiro mandato do governo Lula (PT).

Disputa pelo eleitorado de direita

Simões também tem ressaltado a experiência e tentado associar sua campanha ao legado da gestão de Romeu Zema (Novo). Ao mesmo tempo, ampliou os acenos ao eleitorado bolsonarista. Em entrevista a uma rádio mineira, citou a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e disse que Cleitinho deveria voltar ao Senado para colaborar em um possível processo de deposição do ministro Alexandre de Moraes.

“Não tem nenhum pedido de impeachment contra o atual ministro do Supremo assinado pelo senador Cleitinho”, declarou o governador.

Na última semana, Simões declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência, deixando Zema, seu antecessor e padrinho político, fora desse apoio. Os dois não dividiram agendas durante o período eleitoral. Com isso, Flávio Bolsonaro passou a contar, em Minas Gerais, com o apoio de Simões, Cleitinho e Roscoe.

Roscoe, ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), foi escolhido pelo PL para disputar o governo estadual durante a indefinição sobre a candidatura de Cleitinho. O empresário afirma que é o nome escolhido por Flávio Bolsonaro e a única alternativa para impedir a continuidade do PT.

No debate da TV Globo, Roscoe também atacou Cleitinho. Classificou as propostas do senador como um “show midiático para a população” e citou a promessa de reduzir os custos do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).

Alexandre Kalil (PDT) tenta se afastar da polarização. Embora tenha se aliado ao presidente Lula nas últimas eleições estaduais, agora afirma buscar “um caminho livre”, sem declarar voto no petista ou em Flávio Bolsonaro. O ex-prefeito de Belo Horizonte diz que sua candidatura é a mais competitiva para enfrentar Cleitinho em um eventual segundo turno.

Agenda de Cleitinho

Cleitinho tem minimizado os ataques, que, conforme as últimas pesquisas de intenção de voto, não alteraram sua liderança. Na quinta (1º), em agenda na Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais (Fecomércio-MG), ele disse que os adversários defendiam uma união havia cerca de seis meses e pediu que o apoiassem.

Depois de concentrar boa parte da campanha no interior do estado, onde fortaleceu a base que o elegeu senador, Cleitinho passou a cumprir compromissos em Belo Horizonte na última semana. Na segunda-feira (28), visitou o Centrais de Abastecimento de Minas Gerais S.A. (CeasaMinas). Segundo o candidato, foi ali que começou sua trajetória de trabalho, no comércio de hortifrúti com o pai e os irmãos.

A origem humilde e o discurso de “menos Estado e mais povo” são elementos centrais de sua campanha. Cleitinho oficializou a candidatura no fim do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral, após uma sequência de mudanças.

No início de agosto, publicou um vídeo dizendo que não concorreria e citou o luto pela morte do irmão. No dia seguinte, voltou atrás e interrompeu uma convenção nacional do Republicanos para pedir a candidatura. Depois de outras tentativas, o partido liberou sua participação. A campanha teve ainda uma caminhada conduzida pelo irmão gêmeo, Gleidson Azevedo (Republicanos), candidato a deputado federal, e apoio do cantor Gusttavo Lima e do apresentador Ratinho.

Especialistas avaliaram que esse processo contribuiu para ampliar o alcance digital que o senador já apresentava.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.