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Política

Ex-sócio de Flávio Bolsonaro afirma ter documentos contra senador

Alexandre Santini diz guardar registros de quase duas décadas e cobra do senador um acerto ligado a uma antiga sociedade comercial.

Quem é Santini, ex-sócio que diz poder colocar Flávio na cadeia
Foto: Reprodução

O empresário paulista Alexandre Ferreira Dias Santini, ex-sócio e ex-amigo de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirma guardar mensagens, áudios, comprovantes bancários, notas fiscais e fotografias relacionados ao senador. O acervo teria sido reunido ao longo de quase duas décadas e passou a ser citado após o rompimento entre os dois, provocado por uma disputa financeira envolvendo uma antiga sociedade comercial.

Santini conheceu Flávio no início dos anos 2000, no Rio de Janeiro, por meio de amigos em comum. Naquele período, mantinha uma empresa de importação e exportação com Carlos Alberto Parreira, ex-técnico da Seleção Brasileira. A proximidade com Flávio levou o empresário a frequentar eventos da família Bolsonaro e a participar de viagens e festas, incluindo encontros na casa do jogador Neymar e réveillons em Angra dos Reis.

A sociedade e a disputa financeira

Quando Flávio ainda era deputado estadual no Rio de Janeiro, os dois se tornaram sócios da Bolsotini Chocolates e Café Ltda., uma franquia da Kopenhagen instalada no shopping Via Parque, na Barra da Tijuca. Santini afirma que cuidava da administração diária e do caixa da loja.

O estabelecimento foi citado nas investigações do Ministério Público do Rio de Janeiro sobre o esquema de “rachadinhas” no antigo gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Os investigadores suspeitaram que a loja pudesse ter sido usada para lavar recursos oriundos do recolhimento de parte dos salários de assessores. Promotores classificaram Santini como um “laranja de luxo”.

A sociedade terminou durante o período eleitoral de 2022, após divergências sobre as contas da loja. Santini diz ter acumulado prejuízos e cobra do senador um acerto de aproximadamente R$ 1,4 milhão, referente a lucros, aportes feitos no começo da parceria e despesas que afirma ter pago sem ressarcimento.

O empresário relata que levou uma planilha ao gabinete de Flávio no Congresso Nacional. De acordo com Santini, o senador teria reconhecido os valores apresentados, mas depois negado a dívida e dito que ele poderia procurar a Justiça. Após a ruptura, o ex-sócio enviou notificações extrajudiciais e apresentou uma reclamação pré-processual à Justiça de Brasília.

Segundo os documentos mencionados por Santini, o investimento inicial na loja foi de R$ 1 milhão. Ele teria aportado R$ 450 mil; Flávio, R$ 200 mil em dinheiro; e Fernanda Bolsonaro, R$ 350 mil por transferência bancária. O empresário também afirma que, embora a participação societária fosse igual, Flávio recebeu R$ 1,7 milhão em lucros, incluindo R$ 700 mil em dinheiro vivo, enquanto ele teria recebido R$ 644 mil.

Registros mantidos pelo empresário

Em 2018, Santini viajou de carro para Juiz de Fora (MG) com Fabrício Queiroz. Depois, mudou-se para Brasília e abriu a Santitech Suporte em Tecnologia da Informação. A empresa ficou ativa por dez meses e tinha como endereço registrado um lote sem construção na Asa Sul.

O empresário afirma manter registros sobre despesas pessoais de Flávio pagas por terceiros, operações imobiliárias com dinheiro em espécie, conversas com Fabrício Queiroz sobre pedidos de ajuda financeira e imagens de relógios de luxo atribuídos ao senador. Ele também diz ter fotografias de mulheres, mensagens sobre encontros privados e outros registros de festas.

A pessoas próximas, Santini afirmou: “Se eu quiser, eu ponho o Flávio na cadeia. Com o que eu tenho na mão, ele vai preso.”

Flávio rejeitou as acusações. Em 2023, ao comentar mensagens enviadas por Santini, chamou o antigo parceiro de “ex-sócio e ex-amigo” e classificou as acusações como “infundadas”.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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