Flávio Bolsonaro, senador e candidato à Presidência, está entre os investigados em um inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) que apura o financiamento do filme “Dark Horse”. A produção acompanha a trajetória eleitoral de Jair Bolsonaro, com foco nas eleições de 2018.
A investigação foi autorizada pelo ministro André Mendonça em julho, após pedido da Polícia Federal. O caso envolve suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de dívidas e corrupção em repasses feitos pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro para a produção do longa.
A existência do inquérito veio a público nesta sexta-feira (11), depois que o ministro atendeu a uma solicitação do presidente do STF, Edson Fachin, para retirar o sigilo do procedimento relacionado ao caso Master. Consultada, a Procuradoria-Geral da República não se opôs à abertura da investigação.
As conversas entre Flávio e Vorcaro foram divulgadas depois que áudios enviados pelo candidato ao ex-banqueiro se tornaram públicos. Nas gravações, Flávio solicita recursos para dar continuidade à produção do filme.
Dois inquéritos no STF
“Dark Horse” é alvo de dois inquéritos diferentes no Supremo. O procedimento relatado por Mendonça trata dos repasses realizados por Vorcaro. A Polícia Federal avalia que parte do dinheiro pode não ter sido usada na produção.
Ainda estão em aberto questões sobre o valor total transferido, a forma como os recursos foram empregados e o destino final do dinheiro.
O outro inquérito é conduzido pelo ministro Flávio Dino. Nesse caso, Flávio Bolsonaro ainda não aparece entre os investigados. A Polícia Federal apura se a produtora Go Up Enterteinment utilizou emendas parlamentares para financiar o filme.
O deputado federal Mario Frias (PL-RJ) e Karina Ferreira da Gama, dona da produtora responsável pela obra, foram alvos dessa segunda investigação.



