O senador Rogério Marinho (PL-RN) pediu que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, também determine a retirada do sigilo dos inquéritos que investigam fake news e milícias digitais. Até quarta-feira, 9, esses procedimentos eram relatados pelo ministro Alexandre de Moraes.
Marinho fez a declaração ao comentar a divulgação de conteúdos relacionados à investigação sobre o Banco Master. Ele coordena a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência e afirmou que Fachin atendeu a uma solicitação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em uma publicação no X, o senador disse: "Vou parabenizar o ministro Fachin que atendeu o pedido do Lula, e esperar que a mesma régua seja utilizada no famigerado inquérito das fake news e milícias digitais". Na mesma manifestação, Marinho acusou Alexandre de Moraes de perseguição e descumprimento da lei.
Na noite de quinta-feira, 10, o ministro André Mendonça retirou o sigilo do inquérito que apura fraudes financeiras no Banco Master. O magistrado informou que as medidas administrativas necessárias estavam sendo adotadas para encaminhar a íntegra dos autos aos demais ministros do STF.
A decisão respondeu a um pedido feito horas antes por Fachin. O presidente do Supremo justificou a solicitação pelo julgamento marcado para terça-feira, 15, sobre um relatório da Polícia Federal que reúne supostas conversas entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.



