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Flávio Bolsonaro e Tarcísio erguem imagem de Nossa Senhora em São Paulo

Gesto ocorreu durante caminhada no Centro da capital paulista, em meio à circulação de informações falsas sobre o título de padroeira do Brasil.

Flávio Bolsonaro e Tarcísio erguem imagem de Nossa Senhora em São Paulo
Foto: Rodrigo Rodrigues/g1

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ergueram uma imagem de Nossa Senhora Aparecida durante uma caminhada nesta segunda-feira (28), no Centro da capital paulista. A imagem foi entregue ao senador por uma pessoa que participava do ato, e os dois a levantaram diante dos apoiadores.

O gesto ocorreu enquanto circulam publicações que associam Flávio Bolsonaro e políticos de direita à intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. Não existe atualmente no Congresso um projeto com esse objetivo, nem uma mobilização organizada de evangélicos para mudar o título.

No domingo (27), Flávio afirmou que o PT criou uma "fake news" sobre Nossa Senhora Aparecida com participação de pessoas ligadas à CNBB. O candidato não apresentou provas para sustentar a acusação. A entidade negou envolvimento na produção ou divulgação de informações falsas relacionadas às eleições.

"A mentira não se combate com outra mentira", afirmou a CNBB, ao dizer que a acusação atingia injustamente a instituição e não contribuía para a responsabilidade esperada durante o processo eleitoral.

Decisões judiciais

A polêmica começou após um relato, na quinta-feira (24), sobre a existência de um movimento para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. A informação foi corrigida posteriormente, com o esclarecimento de que não havia projeto no Congresso nem mobilização organizada de evangélicos com esse propósito.

Uma proposta sobre o tema havia sido apresentada em 2007 pelo então deputado Professor Victorio Galli. O texto pretendia trocar a expressão "Padroeira do Brasil" por "Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos" e foi arquivado no ano seguinte, em agosto de 2008.

Na sexta-feira (25), o ministro André Mendonça, vice-presidente do TSE, determinou liminarmente a remoção de publicações relacionadas ao episódio, incluindo uma postagem do humorista Antonio Tabet. No domingo, o ministro Flávio Dino, do STF, suspendeu os efeitos da decisão e permitiu o restabelecimento da publicação.

Dino considerou que a postagem não mencionava Flávio Bolsonaro pelo nome e ressaltou a proteção constitucional à liberdade de expressão. Nesta segunda-feira, a defesa do senador recorreu ao STF para tentar restabelecer os efeitos da decisão de Mendonça. Depois do recurso, Dino enviou sua decisão para análise do plenário do Supremo.

Uma história semelhante havia circulado durante as eleições de 2018, quando Jair Bolsonaro disputava a Presidência pela primeira vez.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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