RIO DE JANEIRO — Anthony Garotinho, candidato ao governo do Rio de Janeiro pelo Republicanos, afirmou que pretende anular a venda da Cedae caso seja eleito. A medida, segundo ele, seria tomada depois de uma análise jurídica do processo de privatização e faria parte do início de um eventual governo.
Garotinho disse que se reuniu pela manhã com auditores contratados por sua equipe para examinar o processo de concessão da companhia. De acordo com a avaliação apresentada pelo candidato, os documentos analisados indicariam irregularidades e uma suposta fraude no processo licitatório.
Durante a campanha no Calçadão de Madureira, na Zona Norte do Rio, ele declarou que pretende convocar o procurador-geral do estado e anular a venda da Cedae após assumir o cargo. O candidato também afirmou que encaminharia as informações ao Ministério Público, à Polícia Civil e à Polícia Federal, com um pedido de prisão para diretores do conselho de administração e de empresas envolvidas. Garotinho classificou o caso como um conluio e um esquema.
Propostas para o saneamento
Além da reversão da venda da companhia, Garotinho apresentou medidas para ampliar o acesso ao saneamento básico no estado. O plano prevê investimentos nos sistemas de captação, tratamento e distribuição de água.
Na área de esgotamento sanitário, a proposta inclui ampliar a coleta e o tratamento de esgoto, além de recuperar rios, canais e lagoas. As ações, segundo o candidato, buscariam melhorar a qualidade da água e reduzir riscos à saúde associados à falta de saneamento.
O programa também prevê o monitoramento permanente dos principais mananciais usados no abastecimento, entre eles os sistemas Guandu e Paraíba do Sul. Garotinho propôs ainda recuperar nascentes e matas ciliares ligadas aos sistemas de abastecimento.
Outra medida anunciada foi a criação de planos específicos para períodos de estiagem ou interrupções no fornecimento de água, com o objetivo de preparar o estado para eventuais problemas no abastecimento.



