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Kalil propõe rever dívida de Minas e critica renúncias fiscais previstas para 2027

Candidato ao governo mineiro disse que renegociar débitos com a União é prioridade e questionou incentivos fiscais do governo Zema.

Kalil propõe rever dívida de Minas e critica renúncias fiscais previstas para 2027

Alexandre Kalil (PDT) afirmou que a renegociação da dívida de Minas Gerais com a União será uma das prioridades de um eventual governo dele. A declaração foi feita nesta segunda-feira (14), durante encontro com diretores da Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas), dedicado a propostas e desafios do desenvolvimento econômico do Estado.

Para o candidato, os juros e as amortizações comprometem parte expressiva do orçamento mineiro. Ele defendeu mudanças nas condições do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) para ampliar os recursos disponíveis para saúde, segurança e infraestrutura. Kalil afirmou que, sem a revisão, Minas corre o risco de se tornar um estado voltado apenas ao pagamento da folha.

O candidato também criticou os últimos 12 anos de governos estaduais. Ele citou as administrações de Fernando Pimentel (PT) e Romeu Zema (Novo), além do atual governador, Mateus Simões (PSD). Kalil classificou o período como de abandono do Estado e comparou essas gestões às anteriores, comandadas por Aécio Neves.

Na avaliação de Kalil, programas como o ProAcesso e o ProHosp, voltados à infraestrutura rodoviária e à descentralização da saúde pública, foram iniciativas relevantes do governo de Aécio. Ele também elogiou a construção da Cidade Administrativa e disse que ela facilita o atendimento aos prefeitos.

Dívida e incentivos fiscais

Como referência para a renegociação da dívida, Kalil mencionou o Programa de Recuperação Fiscal (Refis), adotado durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Ele relacionou a falta de recursos à capacidade limitada de atuação do Estado.

Outro tema foi a política de incentivos fiscais do governo de Romeu Zema. Kalil questionou a previsão de renúncias para 2027 e disse que os valores não são compatíveis com a situação fiscal de Minas. “A conta não fecha. Isso é conta de criança. Se não arrumar a casa, não tem governo”, afirmou.

A relação política entre Kalil e Aécio Neves também foi mencionada. Os dois tiveram proximidade no passado e passaram a trocar críticas depois da eleição municipal de Belo Horizonte, em 2016, quando Kalil venceu João Leite (PSDB). Em 2026, o ex-deputado federal Carlos Mosconi (PSDB) foi escolhido candidato a vice-governador na chapa de Kalil.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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