Uma mulher que fazia panfletagem em uma saída de metrô diz ter sido cercada, imobilizada no chão e algemada por policiais militares. Ela estava em uma bancada com materiais da Bancada Feminista e do candidato Guilherme Cortez quando os agentes se aproximaram. Os itens de campanha foram apreendidos.
Uma testemunha registrou em vídeo o momento em que a mulher aparece com o rosto no chão. Ao menos três policiais a seguram, enquanto outros quatro permanecem ao redor. No boletim de ocorrência, ela afirmou não saber por que havia sido abordada e declarou acreditar que sofreu transfobia.
As policiais envolvidas disseram, em depoimento, que faziam patrulhamento pela Operação Delegada, que também fiscaliza ambulantes e o comércio ilegal. Segundo elas, a mulher foi orientada “educadamente” a levar a bancada para um canto, para liberar a passagem e o fluxo de pedestres na estação.
As agentes afirmaram que ela não aceitou retirar a bancada nem informar a identidade. Também relataram resistência à abordagem e disseram que foi necessário “o uso moderado de força e de algemas”.
A mulher foi levada ao 89º Distrito Policial, onde o caso foi registrado como desobediência. Depois, ela foi liberada. A Secretaria da Segurança Pública não se manifestou até a última atualização.



