O ministro Kassio Nunes Marques deixou o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) depois de informar que não participaria da análise do relatório da Polícia Federal sobre mensagens trocadas entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro.
A decisão foi associada por Nunes Marques à presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele afirmou que o caso pode gerar interpretações e desdobramentos políticos capazes de atrapalhar a atuação da Corte durante a disputa eleitoral. Por isso, disse não se sentir confortável para votar.
O ministro também declarou que nunca trocou mensagens com Vorcaro. Segundo Nunes Marques, nem ele nem o filho receberam dinheiro do ex-banqueiro. A informação teria sido confirmada após a quebra do sigilo das movimentações bancárias do ex-dono do Banco Master.
O que está em análise
Os ministros avaliam se o conteúdo reunido pela PF sustenta a abertura de um processo contra Moraes. Mesmo que o relatório seja anulado por questões formais ou técnicas, o plenário ainda deverá decidir se os elementos apresentados justificam um novo procedimento para examinar os dados.
O voto de Nunes Marques era considerado por analistas e interlocutores como um dos principais para uma eventual abertura de investigação contra Moraes, em razão de posições anteriores do ministro.
Há exatamente uma semana, em 8 de setembro, Nunes Marques havia votado pela manutenção do afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A medida tinha sido determinada individualmente pelo ministro André Mendonça. Um dia depois, o ministro Flávio Dino determinou que Rodrigues retornasse ao cargo.



