Gestores de fundos da América Latina ficaram mais otimistas com o Ibovespa e passaram a projetar níveis mais altos para o índice até o fim de 2026, mostra pesquisa do Bank of America (BofA) divulgada nesta terça-feira (15).
A parcela dos entrevistados que espera o Ibovespa em 180 mil pontos subiu de 34% em agosto para 73% em setembro. Além disso, 46% passaram a estimar o índice em 200 mil pontos. Em agosto, nenhum participante previa esse patamar.
Apesar das projeções, a disposição para comprar ações antes das eleições continua limitada. Apenas 30% afirmaram que comprariam papéis nos níveis atuais. Os demais preferem esperar uma correção de preços ou adiar a decisão. O BofA também apontou a taxa de juros dos Estados Unidos como o principal risco externo para as ações da América Latina.
Expectativas para juros e setores
Dois terços dos gestores planejam comprar ações nos próximos seis meses, o maior nível desde junho de 2025. A tomada de risco alcançou o patamar mais alto desde março de 2026.
No recorte por setores, financeiro e utilities — serviços essenciais — seguem com exposição acima da média do mercado. Consumo discricionário e bens de consumo básico aparecem com exposição abaixo da média.
A pesquisa indica ainda que 83% dos participantes esperam pelo menos mais um corte na Selic este ano. Metade prevê pelo menos mais dois cortes na taxa básica de juros brasileira em 2026.


