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Política

TRE-RJ indefere registros de 15 candidatos por suspeitas de vínculo com o crime

Cristiane Brasil e Pastor Everaldo estão entre os candidatos barrados; Justiça Eleitoral também mudou 72 locais de votação no estado.

TRE-RJ indefere registros de 15 candidatos por suspeitas de vínculo com o crime
Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) indeferiu os registros de 15 candidatos por suspeitas de vínculos com organizações criminosas. Entre eles estão Cristiane Brasil (DC), filha do ex-deputado Roberto Jefferson, e Pastor Everaldo (Podemos).

O balanço das medidas foi apresentado nesta segunda-feira (14), último dia do prazo para o julgamento dos registros das candidaturas nas eleições de outubro. Os candidatos podem recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral.

Entre os candidatos a deputado estadual estão Vandro Família (PSDB), Val Ceasa (PRD), Renato Machado (PT), Diego José Alba (PSDB), João Drumond (PRD), Cristiano Santos Hermógenes (Avante), Vagner Mateus dos Santos, conhecido como Vaguinho Neguinho (PRD), e Paulo Melo (União Brasil).

Também foram indeferidos os registros de Paulo Lomenha (Mobiliza), Marcos Muiler (Avante), Clébio Lopes Jacaré (União Brasil) e Filipe de Almeida (Podemos), filho de Pastor Everaldo, para deputado federal. Everaldo Pereira, o Pastor Everaldo, teve o registro barrado como suplente de senador.

Decisão sobre “milícia de gravata”

No início do mês, o TRE-RJ ampliou o entendimento sobre organizações criminosas que podem levar ao indeferimento de uma candidatura. A interpretação passou a incluir a chamada “milícia de gravata”, formada por grupos que, segundo o tribunal, se infiltram nos poderes Executivo e Legislativo para controlar contratos e fraudar licitações.

A decisão permite o enquadramento mesmo sem uso ostensivo de armas ou controle territorial. O entendimento foi aprovado por 4 votos a 3. No caso de Pastor Everaldo, o indeferimento ocorreu por unanimidade, com base nesse conceito e na ausência de documentos.

Mudança de locais de votação

A Justiça Eleitoral também transferiu 72 locais de votação em 20 municípios do estado. Os endereços ficavam em áreas controladas ou disputadas por organizações criminosas, e mais de 200 mil eleitores foram direcionados para locais considerados mais seguros.

O trabalho teve apoio do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e dos setores de inteligência das polícias Civil, Militar e Federal. Dos locais transferidos, 44 estavam em áreas controladas pelo Comando Vermelho (CV), com atendimento a 121 mil eleitores em 17 municípios.

Na cidade do Rio de Janeiro, 11 locais foram alterados. Eles ficavam em Cidade de Deus, Curicica, Conjunto Cesar Maia, Gardênia Azul, Pavuna, Ricardo de Albuquerque, Rocha Miranda e Vaz Lobo.

Outros 17 locais estavam em áreas dominadas pelo Terceiro Comando Puro (TCP), atendendo 50 mil eleitores em seis municípios. Cinco ficavam em áreas controladas por milicianos, no Rio de Janeiro e em Nova Iguaçu, com 14 mil eleitores.

Também houve mudanças em cinco locais situados em áreas disputadas por grupos criminosos. Em Campos dos Goytacazes, um endereço foi alterado por estar em uma área controlada pela facção Amigo dos Amigos (ADA).

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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