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Política

TRE-RJ rejeita registros de quatro candidatos por suspeita de ligação com crime organizado

Mariana de Souza e João Drumond estão entre os candidatos barrados; decisões ainda podem ser contestadas no TSE.

TRE-RJ rejeita registros de quatro candidatos por suspeita de ligação com crime organizado
Foto: Reprodução

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) indeferiu, nesta sexta-feira (11), os registros de candidatura de quatro candidatos suspeitos de manter vínculos com o crime organizado. Foram barrados Mariana de Souza (PP), João Felipe Drumond Espíndola (PRD), Cristiano Santos Hermógenes (Avante) e Luiz Marcos de Oliveira Muiler (Avante). Todos podem recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A candidatura de Mariana de Souza à Câmara dos Deputados foi rejeitada por unanimidade. O Ministério Público Eleitoral (MPE) afirmou que ela é mulher de Wilson Marques de Albuquerque, conhecido como Zé Dirceu ou Alex, apontado como traficante do Comando Vermelho (CV) e foragido da Justiça. O órgão também declarou que Mariana teria recebido doações de pessoas e empresas ligadas à organização criminosa.

“Mais uma vez o tribunal está dando uma resposta ao crime organizado”, afirmou o presidente do TRE-RJ, desembargador Cláudio de Mello Tavares, durante o julgamento.

Decisão sobre João Drumond

Por 5 a 2, o tribunal também indeferiu o registro de João Drumond, candidato a deputado estadual. O MPE citou os vínculos familiares dele com Luiz Pacheco Drumond, o Luizinho Drumond, apontado como um dos principais nomes da antiga cúpula do jogo do bicho no Rio e morto em 2020.

A acusação, porém, não se limitou ao parentesco. João é vice-presidente da Imperatriz Leopoldinense e já exerceu a direção financeira da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa). Para o MPE, ele teria usado a estrutura da escola e projetos sociais para ampliar sua projeção política e territorial na Zona Norte do Rio.

A relatora do caso, desembargadora eleitoral Thatiana de Carvalho Costa, afirmou que não foram identificados atos de submissão, financiamento, cessão de estrutura ou coordenação entre a atuação institucional de João e uma organização criminosa. Segundo ela, as funções exercidas por ele em entidades do carnaval são atividades lícitas de natureza cultural e associativa.

O MPE também apontou a aproximação política entre João e Mariana em agendas no Complexo da Penha, área com presença do Comando Vermelho. A Justiça Eleitoral considerou ainda a informação do Ministério Público Federal de que Jomar Duarte Bittencourt Júnior, o Jomarzinho, coordenaria a campanha de João em grupos de mensagens. Ele foi acusado de vazar informações, em 2019, sobre as investigações das mortes de Marielle Franco e Anderson Gomes. Também foram encontrados registros de agenda da pré-campanha de João no telefone de Jomarzinho em 2026.

Defesas

A defesa de João Drumond negou qualquer relação dele com organizações criminosas e afirmou que o candidato é bacharel em direito, não responde a investigação e estaria sendo punido por laços familiares. O advogado Eduardo Damian disse que João não tem relação com organizações criminosas. A defesa informou que recorrerá ao TSE.

A defesa de Mariana negou que ela seja casada com uma liderança do Comando Vermelho ou tenha ligação com facção criminosa. Também informou que vai recorrer.

Cristiano Santos Hermógenes, apontado como irmão de Marcinho VP, e Luiz Marcos de Oliveira Muiler, suspeito de envolvimento com organização criminosa e práticas de lavagem de dinheiro, também tiveram as candidaturas indeferidas. Os dois disseram que vão recorrer ao TSE.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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