BRASÍLIA — O Tribunal Superior Eleitoral manteve o indeferimento do registro de candidatura de José Roberto Arruda ao governo do Distrito Federal. Por cinco votos a dois, na quinta-feira (24), os ministros rejeitaram o recurso apresentado pelo ex-governador contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal.
O TSE considerou que as condenações de Arruda por improbidade administrativa o tornam inelegível. O relator do caso, Dias Toffoli, teve o voto acompanhado por Ricardo Villas Bôas Cueva, Sebastião Reis Júnior, que atuou como substituto, André Mendonça e Nunes Marques, presidente da Corte.
A defesa argumentou que as condenações envolviam fatos conexos. Por isso, pediu que a contagem da inelegibilidade começasse em 2014, com base na flexibilização da Lei da Ficha Limpa prevista na LC 219/2025. Se essa interpretação fosse aceita, Arruda não estaria mais inelegível. O tribunal rejeitou a tese.
Em publicação nas redes sociais, Arruda afirmou que respeita o Poder Judiciário e indicou que não pretende recorrer. “Confio na Justiça, mesmo quando suas decisões contrariam o meu ponto de vista.” Ele também agradeceu aos eleitores e pediu que não desistissem de Brasília.
“Peço perdão por desapontá-los, mas tinha confiança de que registrei minha candidatura de acordo com a lei.” O ex-candidato disse ainda que talvez tenha cumprido sua última missão em Brasília e afirmou estar tranquilo, triste e indignado, mas respeitoso.
O TSE determinou que a decisão fosse comunicada imediatamente ao TRE-DF. A ação teve participação dos advogados Marina Almeida Morais e Diogo Araújo Alves.



