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Cripta Imperial reabre após revitalização no Monumento à Independência

Espaço com restos mortais de Dom Pedro I, Leopoldina e Dona Amélia volta a receber visitantes nesta segunda-feira (7).

Cripta Imperial reabre após revitalização no Monumento à Independência
Foto: Divulgação/Prefeitura

A Cripta Imperial, que guarda os restos mortais de Dom Pedro I, da Imperatriz Maria Leopoldina e de Dona Amélia, será reaberta nesta segunda-feira (7), no subsolo do Monumento à Independência. O espaço passou por obras de revitalização com investimento de R$ 5,3 milhões e estava fechado desde 2022.

A cerimônia está marcada para 14h30, conforme a Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa e o Museu da Cidade de São Paulo. Às 15h, o Ensemble FTM, grupo musical da Fundação Theatro Municipal de São Paulo, fará uma apresentação. A programação inclui ainda visitação guiada até as 17h.

O conjunto de intervenções incluiu novos banheiros, acessibilidade arquitetônica, sistema de climatização com ar-condicionado e melhorias na área de exposição. Também foram realizados trabalhos de conservação do bronze próximo aos sarcófagos, fechamento do teto com mármore amarelo e outros reparos. Os restos mortais permaneceram nos locais originais durante a execução das obras. Ao todo, a cripta ficou cerca de três anos e nove meses fechada.

Exposições e visitação

Na data da reabertura, o Museu da Cidade de São Paulo inaugura a exposição “Representações da Nação: O Monumento à Independência e a Cripta Imperial”, com curadoria de Marly Rodrigues. A mostra aborda a criação do Monumento e da Cripta e a construção desses espaços como forma de reforçar e valorizar acontecimentos históricos.

Na Casa do Grito, também localizada no Parque da Independência, está em cartaz “Da Independência ao Grito: história de uma casa de pau a pique”. A exposição trata da relação do imóvel com o quadro “Independência ou Morte” e da técnica de construção em pau a pique. As duas exposições podem ser visitadas de terça a domingo, das 9h às 17h.

A Casa do Grito também passou por reforma, com recuperação de trincas, pintura e instalação de novos acessos externos. O Monumento à Independência recebeu serviços de limpeza e conservação.

O Ensemble FTM é formado por Marcos Kiehl, na flauta; Alex Ximenes e Teco Nicolai, nos violinos; e Sandro Francischetti, no cello. O repertório reúne músicas do período Barroco e ritmos populares e contemporâneos, como samba, rock e baião.

História da cripta

O Monumento à Independência foi inaugurado em 1922, no centenário da Independência do Brasil. A Cripta Imperial foi aberta em 7 de setembro de 1952, antes das comemorações do quarto centenário de São Paulo.

Maria Leopoldina foi a primeira a ocupar o local. Dom Pedro I teve o coração mantido na cidade do Porto e o corpo no Panteão dos Braganças, em Lisboa, antes da transferência para a cripta, em 1972, durante o Sesquicentenário da Independência. Os restos mortais chegaram ao Brasil em um navio e passaram por várias capitais antes de chegar a São Paulo.

Dona Amélia foi transferida para a cripta em 1982, para ficar ao lado da família. Em 2012, os corpos passaram por uma exumação, e o de Dona Amélia foi encontrado perfeitamente mumificado.

Para Totó Parente, secretário Municipal de Cultura e Economia Criativa, a reabertura amplia o acesso da população à história. “Mais do que reabrir uma porta, estamos ampliando o acesso da população à própria história.”

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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