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Instituto Cultural Amilcar Martins celebra 25 anos com acervo histórico de Minas

Instituição reúne mais de 15 mil títulos, incluindo 1.807 obras raras reconhecidas pela Unesco como parte da Memória do Mundo.

Instituto Cultural Amilcar Martins celebra 25 anos com acervo histórico de Minas

O Instituto Cultural Amilcar Martins (Icam) completa 25 anos com um acervo de mais de 15 mil títulos sobre a história de Minas Gerais. A instituição também integra o programa Memory of the World, da Unesco, que reconhece conjuntos documentais de valor histórico para a humanidade.

A solenidade comemorativa será realizada no dia 21 de setembro, na Academia Mineira de Letras. Ao longo de sua trajetória, o Icam formou a maior biblioteca especializada em história de Minas Gerais já catalogada, com entre 1.800 e 2.000 obras raras, muitas dos séculos XVIII e XIX.

Entre os itens estão a primeira edição de “Marília de Dirceu”, de Tomás Antônio Gonzaga, publicada em 1792, e uma primeira edição de “Grande Sertão: Veredas”, de Guimarães Rosa, com dedicatória manuscrita do escritor.

A biblioteca é aberta ao público e funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h. O instituto também promove seminários, exposições e cursos de conservação e restauro, além de desenvolver projetos de digitalização e publicar obras sobre a história mineira.

O Icam lançou o livro “As Joias da Coroa”, dedicado à sua Coleção de Obras Raras. O conjunto tem 1.807 títulos dos séculos XVIII, XIX e das primeiras décadas do século XX, entre livros, opúsculos, periódicos, mapas e manuscritos.

A coleção foi reconhecida pela Unesco como parte da Memória do Mundo em 2016. Segundo o instituto, foi o primeiro acervo bibliográfico brasileiro a receber esse título. O livro apresenta vinte obras escolhidas para mostrar a diversidade da coleção e aborda os critérios usados para definir a raridade de um exemplar, como edição, autoria, data e local de publicação, características físicas, conservação e dedicatórias.

Entre os temas preservados estão a influência da religião católica em Minas no século XVIII, a medicina do período colonial, a Guerra dos Emboabas, a Revolta de Vila Rica e a Inconfidência Mineira. A coleção também reúne relatos de viajantes como John Mawe e Auguste de Saint-Hilaire.

A literatura colonial é representada por autores como Cláudio Manuel da Costa, Alvarenga Peixoto, Tomás Antônio Gonzaga, Silva Alvarenga, Basílio da Gama e Santa Rita Durão. Entre os destaques estão “Obras Completas”, de Cláudio Manuel da Costa, “O Uraguay”, de Basílio da Gama, e um manuscrito do poema “Vila Rica”, datado de 1773.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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