Um editorial questiona se Flávio Bolsonaro (PL) está preparado para disputar a Presidência e afirma que o senador precisa demonstrar respeito aos limites constitucionais do cargo. O texto também critica a herança política de Jair Bolsonaro, a relação de Flávio com Donald Trump e seu contato com Daniel Vorcaro, do Banco Master.
A análise sustenta que Flávio não tem experiência relevante em gestão nem uma trajetória parlamentar que, por si só, o credencie ao cargo. O editorial afirma ainda que a candidatura se tornou competitiva com o aumento nas pesquisas e com a polarização política, embora não tenha recebido apoio entusiasmado do centrão.
Críticas à trajetória política
O texto relaciona Flávio ao projeto político do pai e lembra que Jair Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal por tentativa de golpe de Estado. Também afirma que Flávio promete indultar o pai e mantém um discurso de confronto institucional.
A relação com Donald Trump é descrita como subserviência em temas como tarifas, terras raras e mudança climática. O editorial cobra de Flávio um compromisso efetivo com a democracia diante da herança política que ele reivindica.
Outro ponto citado são as relações mantidas pelo círculo político do senador com pessoas posteriormente associadas a atividades criminosas. O texto lembra que, quando deputado estadual, Flávio concedeu a maior honraria da Assembleia Legislativa do Rio a um policial que estava preso sob acusação de homicídio e depois foi identificado como integrante de milícia.
O editorial também menciona a investigação sobre um suposto esquema de rachadinhas no gabinete de Flávio e o diálogo amistoso com Daniel Vorcaro, além de um pedido de milhões para um filme em homenagem a Jair Bolsonaro. A análise ressalva que esses episódios não autorizam atribuir crimes a Flávio que não foram provados, mas afirma que eles fazem parte de sua biografia e não devem ser ignorados.



