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Educação

Faculdade de Direito da USP quer câmeras após furto de placa histórica

Peça lembrava mobilização de estudantes contra a transferência da unidade para o campus da USP no Butantã.

Faculdade de Direito da USP quer câmeras após furto de placa histórica
Foto: Giovanna C Lima, CC BY-SA 4.0/Via Wikimedia Commons

A Faculdade de Direito da USP pretende pedir a instalação de câmeras do Smart Sampa no entorno do largo São Francisco, no centro de São Paulo. A solicitação será apresentada ao prefeito Ricardo Nunes em uma reunião já marcada pela diretoria. A medida, segundo a instituição, teria o objetivo de tentar inibir furtos, vandalismo e pichações.

A iniciativa ocorre após o desaparecimento de uma placa instalada na calçada diante da faculdade. A unidade registrou um boletim de ocorrência e informou que vai entregar à polícia as imagens de suas câmeras de segurança. A diretora Ana Elisa Bechara conversou com o delegado responsável pela região. A intenção é comparar as gravações com registros de outros equipamentos existentes no entorno para tentar identificar os responsáveis.

A Secretaria Municipal da Cultura informou que a peça faz parte do acervo de obras de arte e monumentos em espaços públicos da cidade de São Paulo. O objeto também é tombado pelo Condephaat, conselho de patrimônio do estado. A faculdade afirmou que tomará as medidas necessárias para localizar e reinstalar a placa.

O episódio lembrado pela placa

A inscrição reproduzia a frase: “Quantas pedras forem colocadas, tantas arrancaremos — 30-X-1973”. O texto fazia referência a um protesto ocorrido em 30 de outubro de 1973, quando estudantes retiraram a pedra fundamental do prédio que abrigaria a Faculdade de Direito no campus da USP no Butantã.

A ação contestava a transferência da unidade, que continua funcionando no edifício histórico do largo São Francisco. Uma semana depois, os alunos organizaram uma “missa de sétimo dia” para a pedra, com foguetes, velas, discursos e hinos.

Na época, o então reitor da USP, Orlando Marques de Paiva, disse que os protestos partiam de uma interpretação equivocada do projeto. Para ele, mesmo com a mudança de parte das atividades para o Butantã, o prédio do largo continuaria abrigando a pós-graduação em direito. A transferência não ocorreu, e o episódio passou a representar a mobilização estudantil pela permanência da faculdade no centro da capital.

Em nota, a direção afirmou que o furto causa “muita tristeza”. A instituição, que se aproxima dos 200 anos, também destacou ações recentes de preservação da região. A marca será completada em 2027. Recentemente, a faculdade entregou à Prefeitura de São Paulo um estudo para um projeto de requalificação do Largo São Francisco e de seu entorno.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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